Ostra e Pérola. Estéticas diferentes que revelam equilíbrio e perfeição. A beleza, a verdade e a liberdade são escolhas, estão no olhar de quem vê.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Maquiagem
Autor: Laércio Lins
Realce da alma, olhos,
janelas delineadas,
negrito ao rosto calmo.
O rosto no espelho, sombras, retratos.
Quadro, enquadro do olhar e do olho que vê,
que guarda a clareza, a cor e o tom.
Batom, moldura da boca,
casa da palavra, da voz e do som.
Entre a máscara e a cara limpa,
em sentimento, se transforma a tinta
na face de quem se pinta.
www.aostraeaperola.blogspot.com
Realce da alma, olhos,
janelas delineadas,
negrito ao rosto calmo.
O rosto no espelho, sombras, retratos.
Quadro, enquadro do olhar e do olho que vê,
que guarda a clareza, a cor e o tom.
Batom, moldura da boca,
casa da palavra, da voz e do som.
Entre a máscara e a cara limpa,
em sentimento, se transforma a tinta
na face de quem se pinta.
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Para acender a luz
Autor: Laércio Lins
De que material é feito a beleza?
Qual o peso da leveza?
De que momento nasceu o tempo? Será que no mesmo lugar onde foi soprado o primeiro vento?
De que pedra preciosa nasceu a alegria? Das larvas de um vulcão? Da água limpa e fria?
Sentimentos bons têm brilho de metal, tem gosto de festa.
Pensamentos não pensados, palavras nunca ditas ou escritas. Será essa a origem da filosofia?
O bem contra o mal, o bom contra o ruim. 1x0 ou empate? Ou será que um alimenta o outro?
De que magia nasce o encanto. A paixão é uma miragem que faz o feio parecer bonito ou é ilusão de ótica?
Será que o medo é parente do grito?
De que é feito o pensamento? De saudade? De lembranças? De ansiedade? De depressão? De senso crítico? De bom senso? Ou de esquecimento?
O poder é forte? Ou se esconde em uma máscara pra não revelar a fraqueza?
Será que o desejo deseja?
Qual a lógica da lógica?
A morte vive de matar a vida.
A esperança que saiu da caixa de Pandora mora agora no ninho da Fênix e acorda todos os dias de manhã.
Eva comeu mesmo a maçã?
Em meio a isso tudo como fica o amor? Na sessão da tarde ou no filme de terror? No beijo de Hollywood ou na novela da TV Globo?
As mães da praça de maio sofrem e sentem saudade de janeiro a janeiro. Deveriam ser mães da praça do ano inteiro.
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quarta-feira, 15 de agosto de 2012
domingo, 12 de agosto de 2012
Coisas de pais e filhos
Autor:
Laércio Lins
Reverencio
aqui a poesia que existe no silêncio em homenagem a meu pai que hoje mora numa
estrela.
Deixo aqui
a saudade de meu avô e a lembrança de quando chegava tirando o chapéu, a
perguntar: “Tem café?”
Deixo aqui
meu apreço a todos que se fizeram pais por opção, assim como eles. Não importa
o tempo ou a época, se as mensagens chegam por e-mail ou se chegavam pelo
correio.
A frase
bonita da vida não vai mudar, ela já existia antes da máquina de datilografia,
hoje mora nos tablets e no futuro, sei lá. Apenas uma certeza, sempre existirá
em meu coração um batuque leve das mãos de meu pai sobre a mesa a cantarolar
fora de ritmo, quero dizer em seu próprio ritmo.
Pais na
construção dos filhos e filhas, desvendando mistérios, dissolvendo incertezas,
a transformar escuridão em clareza.
Ontem neto
e filho, hoje filho e pai, amanhã pai e avô. Depois de amanhã renascer, por que
tudo recomeça. No círculo, inicio e fim estão no mesmo ponto. Assim é a vida,
assim é ser pai, uma ligação de pontos que não se aprende na escola. Por que sabedoria
e as coisas do amor não se aprendem na escola. Sabedoria é brincadeira de
percepção, amor é brincadeira de sentir com o coração que se mantem criança.
A frase bonita
também mora no pai que se transforma em criança para ajudar o filho a crescer.
A frase
bonita não vai calar, mesmo quando o silêncio chegar sobreviverá nas lembranças,
se reinventará no novo sem perder de vista o velho.
Deixo aqui
meu apreço e minha admiração a todos que se fizeram pais por vocação, que, às
vezes, erram tentando acertar e se reinventam para ser referência. Por que ser
pai também é sacrifício e mesmo assim é muito bom.
Salve 12.08.2012. Dia dos pais
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segunda-feira, 6 de agosto de 2012
sábado, 9 de junho de 2012
sábado, 12 de maio de 2012
A Fonte
Autor: Laércio Lins
Mãe terra que acolhe o grão, que gera o trigo. Terra mãe do pão.
Início, luz depois do aconchego no ventre.
Calor, amor, ovo no ninho quente.
Mãe gente, mãe pássaro.
Início que nunca termina, mãe sina,
que segue e ensina, mesmo sem saber ou por saber demais,
por que a sabedoria é natural e a natureza é sábia,
é escola mãe que ensina a viver.
Mãe é escola de viver nos primeiros passos,
nas primeiras palavras e nos primeiros voos.
Amanhecer que acordou sem ter dormido,
por transformar noite e dia na arte do tempo de criar,
de esculpir a obra, de compor gente.
Fonte e também ponte que liga o continente à ilha.
Sempre mãe, mesmo depois que envelhece e volta a ser filha.
Fonte, vertente, que faz jorrar o
líquido da vida.
Gerada na terra, a gota d água que
sonha ser rio. Mãe terra que acolhe o grão, que gera o trigo. Terra mãe do pão.
Início, luz depois do aconchego no ventre.
Calor, amor, ovo no ninho quente.
Mãe gente, mãe pássaro.
Início que nunca termina, mãe sina,
que segue e ensina, mesmo sem saber ou por saber demais,
por que a sabedoria é natural e a natureza é sábia,
é escola mãe que ensina a viver.
Mãe é escola de viver nos primeiros passos,
nas primeiras palavras e nos primeiros voos.
Amanhecer que acordou sem ter dormido,
por transformar noite e dia na arte do tempo de criar,
de esculpir a obra, de compor gente.
Fonte e também ponte que liga o continente à ilha.
Sempre mãe, mesmo depois que envelhece e volta a ser filha.
terça-feira, 17 de abril de 2012
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