Ostra e Pérola. Estéticas diferentes que revelam equilíbrio e perfeição. A beleza, a verdade e a liberdade são escolhas, estão no olhar de quem vê.
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terça-feira, 1 de janeiro de 2013
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Para acender a luz
Autor: Laércio Lins
De que material é feito a beleza?
Qual o peso da leveza?
De que momento nasceu o tempo? Será que no mesmo lugar onde foi soprado o primeiro vento?
De que pedra preciosa nasceu a alegria? Das larvas de um vulcão? Da água limpa e fria?
Sentimentos bons têm brilho de metal, tem gosto de festa.
Pensamentos não pensados, palavras nunca ditas ou escritas. Será essa a origem da filosofia?
O bem contra o mal, o bom contra o ruim. 1x0 ou empate? Ou será que um alimenta o outro?
De que magia nasce o encanto. A paixão é uma miragem que faz o feio parecer bonito ou é ilusão de ótica?
Será que o medo é parente do grito?
De que é feito o pensamento? De saudade? De lembranças? De ansiedade? De depressão? De senso crítico? De bom senso? Ou de esquecimento?
O poder é forte? Ou se esconde em uma máscara pra não revelar a fraqueza?
Será que o desejo deseja?
Qual a lógica da lógica?
A morte vive de matar a vida.
A esperança que saiu da caixa de Pandora mora agora no ninho da Fênix e acorda todos os dias de manhã.
Eva comeu mesmo a maçã?
Em meio a isso tudo como fica o amor? Na sessão da tarde ou no filme de terror? No beijo de Hollywood ou na novela da TV Globo?
As mães da praça de maio sofrem e sentem saudade de janeiro a janeiro. Deveriam ser mães da praça do ano inteiro.
www.aostraeaperola.blogspot.com
quinta-feira, 15 de março de 2012
domingo, 13 de novembro de 2011
Para acender a luz
Autor: Laércio Lins
De que material é feito a beleza?
Qual o peso da leveza?
De que momento nasceu o tempo? Será que no mesmo lugar onde foi soprado o primeiro vento?
De que pedra preciosa nasceu a alegria? Das larvas de um vulcão? Da água limpa e fria?
Sentimentos bons têm brilho de metal, tem gosto de festa.
Pensamentos não pensados, palavras nunca ditas ou escritas. Será essa a origem da filosofia?
O bem contra o mal, o bom contra o ruim. 1x0 ou empate? Ou será que um alimenta o outro?
De que magia nasce o encanto. A paixão é uma miragem que faz o feio parecer bonito ou é ilusão de ótica?
Será que o medo é parente do grito?
De que é feito o pensamento? De saudade? De lembranças? De ansiedade? De depressão? De senso crítico? De bom senso? Ou de esquecimento?
O poder é forte? Ou se esconde em uma máscara pra não revelar a fraqueza?
Será que o desejo deseja?
Qual a lógica da lógica?
A morte vive de matar a vida.
A esperança que saiu da caixa de Pandora mora agora no ninho da Fênix e acorda todos os dias de manhã.
Eva comeu mesmo a maçã?
Em meio a isso tudo como fica o amor? Na sessão da tarde ou no filme de terror? No beijo de Hollywood ou na novela da TV Globo?
As mães da praça de maio sofrem e sentem saudade de janeiro a janeiro. Deveriam ser mães da praça do ano inteiro.
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De que material é feito a beleza?
Qual o peso da leveza?
De que momento nasceu o tempo? Será que no mesmo lugar onde foi soprado o primeiro vento?
De que pedra preciosa nasceu a alegria? Das larvas de um vulcão? Da água limpa e fria?
Sentimentos bons têm brilho de metal, tem gosto de festa.
Pensamentos não pensados, palavras nunca ditas ou escritas. Será essa a origem da filosofia?
O bem contra o mal, o bom contra o ruim. 1x0 ou empate? Ou será que um alimenta o outro?
De que magia nasce o encanto. A paixão é uma miragem que faz o feio parecer bonito ou é ilusão de ótica?
Será que o medo é parente do grito?
De que é feito o pensamento? De saudade? De lembranças? De ansiedade? De depressão? De senso crítico? De bom senso? Ou de esquecimento?
O poder é forte? Ou se esconde em uma máscara pra não revelar a fraqueza?
Será que o desejo deseja?
Qual a lógica da lógica?
A morte vive de matar a vida.
A esperança que saiu da caixa de Pandora mora agora no ninho da Fênix e acorda todos os dias de manhã.
Eva comeu mesmo a maçã?
Em meio a isso tudo como fica o amor? Na sessão da tarde ou no filme de terror? No beijo de Hollywood ou na novela da TV Globo?
As mães da praça de maio sofrem e sentem saudade de janeiro a janeiro. Deveriam ser mães da praça do ano inteiro.
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Viajante do tempo
Autor: Laércio Lins
Lembro daquela viagem.
No porão de um navio negreiro, sou escravo, tenho banzo, sinto frio.
Sofro em várias senzalas, saudade de minha amada.
Vivo em quilombos e sou amigo de Zumbi.
Aprendo com a dor da guerra, o valor da liberdade e o amor por minha terra.
Sou sertanejo, vejo vegetações e folhagens confirmando a estiagem, a terra seca, rachada e o gado sem pastagem.
Também vivo no mangue com amigos caranguejos.
Mergulho em terras estranhas, sou muito curioso.
No alto de uma montanha,
espero por vida nova trazida por Conselheiro.
À luz de um candeeiro escrevo lindos cordéis,
encho os dedos de anéis
e me transformo em bacamarteiro.
Também sou feirante, pescador, ticuqueiro e cambiteiro,
estafeta e vaqueiro. Até compus um aboio.
Sou parceiro de poetas consagrados,
João Cabral de melo Neto e Manoel bandeira.
Sou cangaceiro do bando de Lampião a fugir das volantes
pra minha cabeça não ser cortada.
Canto coco de roda, embolada e ciranda com Lia de Itamaracá,
danço forró e sou rei. Sim, Rei do maracatu rural.
Faço repente abraçado à viola,
cujo mote é o passo de uma ema
e no aconchego da sombra da jurema
adormeço, ao por do sol, nos braços de Iracema.
Converso com Pedro Malazarte,
vejo arte na astúcia de João Grilo,
nas traquinices de Cancão de fogo
e nas desordens de Corisco.
Ajudo Ascenso Ferreira botar o trem nos trilhos
e com ele vou Danado pra Catende pra olhar as moendas da usina.
Me lambuzar no melaço, ver a queimada na cana em nome do açúcar,
mesmo que eu vire bagaço.
Sou viajante do tempo em que a vida é um teatro,
episódios e lendas são partes de uma peça em três atos,
os personagens e mitos são atores tão presentes
que as alegrias e tristezas, o real e a fantasia,
a razão e a emoção, o sim e o não,
são apenas partes da vida que eu mesmo faço.
www.aostraeaperola.blogspot.com
Lembro daquela viagem.
No porão de um navio negreiro, sou escravo, tenho banzo, sinto frio.
Sofro em várias senzalas, saudade de minha amada.
Vivo em quilombos e sou amigo de Zumbi.
Aprendo com a dor da guerra, o valor da liberdade e o amor por minha terra.
Sou sertanejo, vejo vegetações e folhagens confirmando a estiagem, a terra seca, rachada e o gado sem pastagem.
Também vivo no mangue com amigos caranguejos.
Mergulho em terras estranhas, sou muito curioso.
No alto de uma montanha,
espero por vida nova trazida por Conselheiro.
À luz de um candeeiro escrevo lindos cordéis,
encho os dedos de anéis
e me transformo em bacamarteiro.
Também sou feirante, pescador, ticuqueiro e cambiteiro,
estafeta e vaqueiro. Até compus um aboio.
Sou parceiro de poetas consagrados,
João Cabral de melo Neto e Manoel bandeira.
Sou cangaceiro do bando de Lampião a fugir das volantes
pra minha cabeça não ser cortada.
Canto coco de roda, embolada e ciranda com Lia de Itamaracá,
danço forró e sou rei. Sim, Rei do maracatu rural.
Faço repente abraçado à viola,
cujo mote é o passo de uma ema
e no aconchego da sombra da jurema
adormeço, ao por do sol, nos braços de Iracema.
Converso com Pedro Malazarte,
vejo arte na astúcia de João Grilo,
nas traquinices de Cancão de fogo
e nas desordens de Corisco.
Ajudo Ascenso Ferreira botar o trem nos trilhos
e com ele vou Danado pra Catende pra olhar as moendas da usina.
Me lambuzar no melaço, ver a queimada na cana em nome do açúcar,
mesmo que eu vire bagaço.
Sou viajante do tempo em que a vida é um teatro,
episódios e lendas são partes de uma peça em três atos,
os personagens e mitos são atores tão presentes
que as alegrias e tristezas, o real e a fantasia,
a razão e a emoção, o sim e o não,
são apenas partes da vida que eu mesmo faço.
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sexta-feira, 30 de setembro de 2011
O veleiro
Autor: Laércio LIns
Velas ao vento.
Velejar cortando ondas, ganhando o mar.
Velas ao tempo.
Em novo rumo, águas profundas a desvendar.
Forte veleiro a deslizar por novas paisagens,
águas distantes, longa viagem.
Velas ao vento,
A alma do porto tem metade terra e metade mar.
Às vezes chegada, outras vezes partida.
Veleiro tempo,
outras culturas,
em águas calmas ou tempestades.
Em mar escuro, veleiro medo,
bebendo a brisa, veleiro cedo.
Leve e que leva eterno encanto,
águas, espumas e um rastro branco.
Sede das águas de todos os mares, fome dos ventos de todos os ares.
Seguindo a rota, buscando prumo.
Velas revelam os encantos do mar.
www.aostraeaperola.blogspot.com
Velas ao vento.
Velejar cortando ondas, ganhando o mar.
Velas ao tempo.
Em novo rumo, águas profundas a desvendar.
Forte veleiro a deslizar por novas paisagens,
águas distantes, longa viagem.
Velas ao vento,
A alma do porto tem metade terra e metade mar.
Às vezes chegada, outras vezes partida.
Veleiro tempo,
outras culturas,
em águas calmas ou tempestades.
Em mar escuro, veleiro medo,
bebendo a brisa, veleiro cedo.
Leve e que leva eterno encanto,
águas, espumas e um rastro branco.
Sede das águas de todos os mares, fome dos ventos de todos os ares.
Seguindo a rota, buscando prumo.
Velas revelam os encantos do mar.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Apenas conceitos
Autor: Laércio Lins
Os sentimentos saem pelas janelas de quem escreve e entram pelas portas de quem lê, ganham outras possibilidades de interpretação e provocam novos sentidos em outros mundos.
A poesia se liberta do autor, se multiplica tanto quanto lida for e deixa um vazio a ser preenchido pela próxima a ser escrita
A sensação de fluxo torna a poesia ainda mais bonita, traz uma sensação de infinito perto, bem ali, quase ao alcance das mãos. Ao mesmo tempo, um sentimento de perda, a espera pela onda que se repete, no entanto, a cada momento em nova forma. Tudo está em transformação, a próxima palavra, o próximo momento, a próxima conversa, o próximo segundo agora é passado. O final anuncia um novo início, o ponto de partida para quem está indo, pode ser de chegada para quem está voltando, por que “nada do que foi será do jeito que já foi um dia.” A prosa pode ser visto como poema ou poesia, o que importa é sentir e o que fica é a ação que leva à renovação.
Fazer é ação, desmanchar o que foi feito também, é tudo uma questão de referência. Tudo flui e tudo é relativo, em um balé de escolhas, as idéias originam nascimento ou morte, adormecem com a noite para não mais acordar ou acordam numa manhã de setembro junto com a primavera a florescer novos gestos.
A poesia está na mãe que amamenta o filho que acabou de nascer e também na morte, vi isso em meu pai em sua partida, sentimento doloroso, mas, que tinha um quê de conclusão, de dever cumprido, de encerramento e também de recomeço.
Para quem não sabe rezar, a poesia é oração, por que Deus compreende a língua dos sentimentos e do amor, não há tradução para o sorriso de uma criança a conversar com seu brinquedo nem para o silêncio de um inocente condenado que desistiu de lutar.
Vejo poesia em palavras que jamais serão escritas, não se conjuga o verbo chover, no entanto, em sentido figurado a chuva pode significar lágrimas e ao mesmo tempo alegria para o homem camponês ao final da estiagem. Tudo está no milagre de viver.
A poesia é muito mais que palavras organizadas em um lay out estético, a verdadeira poesia não cabe na forma sem conteúdo como pensavam os parnasianos, a métrica e a rima são apenas possibilidades.
Há poesia nos pés descalços que pisa a uva, tanto quanto na sofisticação do vinho em brinde, por que poesia é o nome que se deu a todos os sentimentos e todos os momentos. A poesia anda com os pés no chão e a cabeça nas nuvens. Não permite preconceitos, não discrimina e não julga, apenas alivia a inquietude de quem escreve ou de quem lê, com a mesma simplicidade que a água sacia a sede, se molda aos sentimentos como as luvas se acomodam às formas das mãos.
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Os sentimentos saem pelas janelas de quem escreve e entram pelas portas de quem lê, ganham outras possibilidades de interpretação e provocam novos sentidos em outros mundos.
A poesia se liberta do autor, se multiplica tanto quanto lida for e deixa um vazio a ser preenchido pela próxima a ser escrita
A sensação de fluxo torna a poesia ainda mais bonita, traz uma sensação de infinito perto, bem ali, quase ao alcance das mãos. Ao mesmo tempo, um sentimento de perda, a espera pela onda que se repete, no entanto, a cada momento em nova forma. Tudo está em transformação, a próxima palavra, o próximo momento, a próxima conversa, o próximo segundo agora é passado. O final anuncia um novo início, o ponto de partida para quem está indo, pode ser de chegada para quem está voltando, por que “nada do que foi será do jeito que já foi um dia.” A prosa pode ser visto como poema ou poesia, o que importa é sentir e o que fica é a ação que leva à renovação.
Fazer é ação, desmanchar o que foi feito também, é tudo uma questão de referência. Tudo flui e tudo é relativo, em um balé de escolhas, as idéias originam nascimento ou morte, adormecem com a noite para não mais acordar ou acordam numa manhã de setembro junto com a primavera a florescer novos gestos.
A poesia está na mãe que amamenta o filho que acabou de nascer e também na morte, vi isso em meu pai em sua partida, sentimento doloroso, mas, que tinha um quê de conclusão, de dever cumprido, de encerramento e também de recomeço.
Para quem não sabe rezar, a poesia é oração, por que Deus compreende a língua dos sentimentos e do amor, não há tradução para o sorriso de uma criança a conversar com seu brinquedo nem para o silêncio de um inocente condenado que desistiu de lutar.
Vejo poesia em palavras que jamais serão escritas, não se conjuga o verbo chover, no entanto, em sentido figurado a chuva pode significar lágrimas e ao mesmo tempo alegria para o homem camponês ao final da estiagem. Tudo está no milagre de viver.
A poesia é muito mais que palavras organizadas em um lay out estético, a verdadeira poesia não cabe na forma sem conteúdo como pensavam os parnasianos, a métrica e a rima são apenas possibilidades.
Há poesia nos pés descalços que pisa a uva, tanto quanto na sofisticação do vinho em brinde, por que poesia é o nome que se deu a todos os sentimentos e todos os momentos. A poesia anda com os pés no chão e a cabeça nas nuvens. Não permite preconceitos, não discrimina e não julga, apenas alivia a inquietude de quem escreve ou de quem lê, com a mesma simplicidade que a água sacia a sede, se molda aos sentimentos como as luvas se acomodam às formas das mãos.
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