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sábado, 31 de março de 2012

Uma questão de tempo e relatividade

Autor Laércio Lins


Velho é quem se entrega, se esquece de si e se nega,
Velho é quem se olhar e não se vê.
Pra ser, aos 100 anos de idade jovem, é preciso olhar pra trás e se rever em lutas e vitórias que valeram a pena e também em derrotas que trouxeram crescimento e sabedoria.
Olhar de lado e ver que fez do coração dos amigos, casa.
Olhar pra frente e se rever nos filho ou nos netos.
Se manter jovem é se encontrar na mãe e no pai, mesmo depois que se foram.
Velho é quem se impõe limites e cultiva dificuldades, quem se prende a um momento ou a apenas uma música do passado não se permitindo á novidade. Quem vive repetindo: “No meu tempo era assim.”
Ser velho é achar que é o único certo em um mundo todo errado.

Ser jovem é continuar aprendendo, é se abrir à próxima leitura.
É se olhar no espelho e gostar da cara limpa.
É se permitir dançar fora do ritmo procurando o próprio ritmo e depois dizer: Me encontrei.

www.aostraeaperola.blogspot.com


Este texto é um brinde a meus amigos, família, leitores, alunos e todos que brindaram comigo ontem por meu aniversário. A todos que em algum momento me influenciaram de alguma forma, me ensinaram de alguma forma a seguir os caminhos que tenho seguido e a ser quem sou.

terça-feira, 20 de março de 2012

Seguindo o rumo, mantendo o prumo

Autor: Laércio Lins


Meu maior desafio diante da poesia é criar universos em que eu me encontre e não universos em que eu me perca, por que a ação apenas pela emoção leva ao abismo e a ação apenas pela razão é desumana. O equilíbrio entre a fantasia e a realidade é uma travessia no arame sem rede de proteção.

www.aostraeaperola.blogspot.com

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A voz do silêncio

Autor: Laércio Lins

Bebo a palavra, brindo à palavra.
Exposto ao silêncio que fere a palavra,
vivo a palavra, alma da língua,
a morrer de sede, em silêncio, à míngua.

Água palavra nossa de cada dia.
brilho do sol que clareia a areia da praia,
não me falte o encanto, mesmo em silêncio não cale.
Silêncio noturno que apaga a esperança,
não me roube a poesia, por favor cante, diga, fale.

Bebo o silêncio, brindo ao silêncio,
No silêncio que afaga o gesto, vivo.
Vivo o silêncio, alma do pensamento
que se expressa no olhar.
Escuto as palavras que moram nas entrelinhas
Escuto o silêncio que fala.

www.aostraeaperola.blogspot.com.br