Ostra e Pérola. Estéticas diferentes que revelam equilíbrio e perfeição. A beleza, a verdade e a liberdade são escolhas, estão no olhar de quem vê.
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terça-feira, 21 de junho de 2011
A cidade
Autor: Laércio Lins (Texto e gravura)
A noite dorme e a manhã acorda, durante o dia cansaço e trabalho.
A noite calada a refletir enquanto as luminárias dos postes iluminam os olhares das casas e edifícios.
Trens, metrôs, carros, motos, livros, cadernos, computadores e papéis. O dia nem sempre almoça, a noite nem sempre janta. A tarde canta e a madrugada dança.
O tempo encurta e o calor agita. Espera e se encontra, se expande e se encolhe.
Gatos de rua sem companhia, cães latindo nas favelas nuas, criança sorrindo em brincadeiras de rua.
Casais namorados e flores. O estresse, a loucura, o mendigo, a droga, a cola e o menino.
Os sentidos se ajustam à música do tempo, cada recanto e cada momento com sua trilha sonora.
O cego enxerga o barulho do vento enquanto ninguém o vê.
Antagônicos sentimentos se misturam pela busca, por metas e por dias melhores.
A cidade é tão grande quanto pequena, tão rica quanto pobre.
No semáforo, a menina vende chicletes. Longas avenidas se escondem nas esquinas.
As pontes às vezes me levam para lugar nenhum.
Arranha-céus. A língua arranha o céu de minha boca, mas, não cala minha voz.
Os olhares nas fotografias revelam folguedos, carnavais e folias. Revelam segredos, carências e magias. A cidade tem encantos e segredos a revelar: O cais do porto, o cais dos rios e o cais das pessoas.
Revistas, novelas e jornais são “fofocas” oficiais.
Pausa pra um café.
Pausa pra o intervalo comercial.
terça-feira, 14 de junho de 2011
A beleza essencial
Autor: Laércio Lins
Há pessoas que falam frases bonitas mesmo quando estão em silêncio. Acredito que a essência se reflete na expressão, há fisionomias que fazem bem a quem olha. Não se trata de padrões de beleza ditada por tendências de moda. Alguns classificam de carisma ou simpatia a raridade do equilíbrio entre o olhar e o sorriso dizendo a mesma coisa. A beleza não é exata, a fotografia pode não representar a mesma leveza que o objeto ou pessoa tem em movimento, os fotógrafos sabem disso tecnicamente. A imagem tem brilho natural ou não, esse é o diferencial para revelação da beleza.
Também há som no silêncio, para ouvir é preciso ler as palavras que estão nas entrelinhas, neste momento a arte e a ciência se aliam em prol da poesia ou de um motivo. Revelam o conjunto da obra, criam e materializam a abstração, dessa reação surge a beleza da alma como um amanhecer.
Razão: www.laerciolins.blogspot.com.br
Emoção: www.aostraeaperola.blogspot.com.br
Há pessoas que falam frases bonitas mesmo quando estão em silêncio. Acredito que a essência se reflete na expressão, há fisionomias que fazem bem a quem olha. Não se trata de padrões de beleza ditada por tendências de moda. Alguns classificam de carisma ou simpatia a raridade do equilíbrio entre o olhar e o sorriso dizendo a mesma coisa. A beleza não é exata, a fotografia pode não representar a mesma leveza que o objeto ou pessoa tem em movimento, os fotógrafos sabem disso tecnicamente. A imagem tem brilho natural ou não, esse é o diferencial para revelação da beleza.
Também há som no silêncio, para ouvir é preciso ler as palavras que estão nas entrelinhas, neste momento a arte e a ciência se aliam em prol da poesia ou de um motivo. Revelam o conjunto da obra, criam e materializam a abstração, dessa reação surge a beleza da alma como um amanhecer.
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quarta-feira, 8 de junho de 2011
Quero vir, quero ir
Autor: Laércio Lins
Não quero apenas ouvir a história, quero fazer parte dela.
Não quero mudar o cheiro da flor, quero sentir seu perfume.
Não quero só a boca, quero o beijo moldado pela paixão.
Quero a voz transformando o som e a língua esculpindo a palavra. Quero corpo e alma.
Não apenas olhos. Procuro o brilho do olhar, os gestos e a linguagem revelada.
Não quero quebrar o encanto, quero descansar no colo da fada.
Não vou revelar a magia, quero o coelho da cartola, a carta da manga que surgiu do nada, a pombinha que surgiu do lenço e voou alto, além do pensamento.
O vento em meu rosto é brisa, é bom voar como um pássaro.
Não apenas um pedaço, um laço, um traço.
Quero inteiro, passo a passo, por pés que me façam dançar.
Quero a canção que me faça cantar.
Quero a cama o sono e o sonho, descansar e acordar.
Amanhecer, entardecer e anoitecer.
De quando em vez sonhar acordado, é preciso pra viver.
Não quero apenas a saudade, quero também o encontro e o abraço.
Quero a razão sem me perder da emoção.
Não quero apenas o recomeço, quero o renascimento da fênix.
Não quero apenas o alvo, quero a flecha no centro.
Os desejos moram na irreverência da juventude.
Quero preservar a irreverência vestindo-a com a roupa da maturidade que surge com o passar dos anos.
Alguns amadurecem outros apodrecem com o tempo, essa é a diferença entre o sábio e o bobo da corte.
Não quero só a lógica. Preciso também do ócio criativo. Sair da caverna e subir em milhares de torres pra ampliar a visão e aprender a voar com os pés no chão.
A dor da queda é trocada pela certeza de levantar novamente e seguir. Quero quase nada.
Não quero mudar os caminhos, quero pés firmes na estrada com sentido e direção.
Quero vir, quero ir.
Razão: www.laerciolins.blogspot.com.br
Emoção: www.aostraeaperola.blogspot.com.br
Não quero apenas ouvir a história, quero fazer parte dela.
Não quero mudar o cheiro da flor, quero sentir seu perfume.
Não quero só a boca, quero o beijo moldado pela paixão.
Quero a voz transformando o som e a língua esculpindo a palavra. Quero corpo e alma.
Não apenas olhos. Procuro o brilho do olhar, os gestos e a linguagem revelada.
Não quero quebrar o encanto, quero descansar no colo da fada.
Não vou revelar a magia, quero o coelho da cartola, a carta da manga que surgiu do nada, a pombinha que surgiu do lenço e voou alto, além do pensamento.
O vento em meu rosto é brisa, é bom voar como um pássaro.
Não apenas um pedaço, um laço, um traço.
Quero inteiro, passo a passo, por pés que me façam dançar.
Quero a canção que me faça cantar.
Quero a cama o sono e o sonho, descansar e acordar.
Amanhecer, entardecer e anoitecer.
De quando em vez sonhar acordado, é preciso pra viver.
Não quero apenas a saudade, quero também o encontro e o abraço.
Quero a razão sem me perder da emoção.
Não quero apenas o recomeço, quero o renascimento da fênix.
Não quero apenas o alvo, quero a flecha no centro.
Os desejos moram na irreverência da juventude.
Quero preservar a irreverência vestindo-a com a roupa da maturidade que surge com o passar dos anos.
Alguns amadurecem outros apodrecem com o tempo, essa é a diferença entre o sábio e o bobo da corte.
Não quero só a lógica. Preciso também do ócio criativo. Sair da caverna e subir em milhares de torres pra ampliar a visão e aprender a voar com os pés no chão.
A dor da queda é trocada pela certeza de levantar novamente e seguir. Quero quase nada.
Não quero mudar os caminhos, quero pés firmes na estrada com sentido e direção.
Quero vir, quero ir.
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sábado, 28 de maio de 2011
Eterno, simplesmente
Autor: Laércio Lins
Eterno é o hoje, o agora. Eternos, hoje somos até quando durar nossa eternidade. O encontro na comédia de Dante ou na poesia de Cervantes, parte deste eterno, meu paraíso, meu inferno.
Eterno é o momento, o finito, o segundo, o minuto, a hora.
Eterno é o momento em sua plenitude, envelhecer com eterna juventude, beber na fonte da vida cada gota do inverno, ficar úmido e brotar flores e frutos.
Ser eterno é descansar em pensamentos, filosofar sentimentos e coisas que fluem, se olhar e se ver no velho e no novo, contemplar a natureza na perfeição da casca do ovo e respirar cheiros eternos: Erva doce, cravo, canela, mel e limão, água límpida na nascente do rio lavando a vida como reza.
Amar a Pablo Neruda e Vinícius de Moraes. Ser eterno, ser eterno.
Viver um sonho em um livro, aprender novas idéias, enternecer, adormecer e acordar. Ir à guerra quando for preciso, descansar em paz por que é preciso levantar e caminhar em direção ao sol, como um girassol.
Ser eterno na língua de Camões ou nas melodias de Carlos Gomes, eternamente raízes, nossas raízes lusitanas, nossas mães e pais.
No amor tranqüilo e na inquietude das paixões da tragédia Shakespeariana. Eternamente eterna a inspiração do poeta, minha inspiração. Beber a poesia como o néctar da sofisticada simplicidade. Eterno é fazer da poesia uma oração a Deus.
Aquecer o coração protegendo os sentimentos, banhar a alma em neve, conservando-a terna, a alma é eterna e descansa na relva da inspiração trazida por um motivo; no nascimento de um poema novo, a promover o próprio nascimento se fazendo eterno.
Razão: www.laerciolins.blogspot.com.br
Emoção: www.aostraeaperola.blogspot.com.br
Eterno é o hoje, o agora. Eternos, hoje somos até quando durar nossa eternidade. O encontro na comédia de Dante ou na poesia de Cervantes, parte deste eterno, meu paraíso, meu inferno.
Eterno é o momento, o finito, o segundo, o minuto, a hora.
Eterno é o momento em sua plenitude, envelhecer com eterna juventude, beber na fonte da vida cada gota do inverno, ficar úmido e brotar flores e frutos.
Ser eterno é descansar em pensamentos, filosofar sentimentos e coisas que fluem, se olhar e se ver no velho e no novo, contemplar a natureza na perfeição da casca do ovo e respirar cheiros eternos: Erva doce, cravo, canela, mel e limão, água límpida na nascente do rio lavando a vida como reza.
Amar a Pablo Neruda e Vinícius de Moraes. Ser eterno, ser eterno.
Viver um sonho em um livro, aprender novas idéias, enternecer, adormecer e acordar. Ir à guerra quando for preciso, descansar em paz por que é preciso levantar e caminhar em direção ao sol, como um girassol.
Ser eterno na língua de Camões ou nas melodias de Carlos Gomes, eternamente raízes, nossas raízes lusitanas, nossas mães e pais.
No amor tranqüilo e na inquietude das paixões da tragédia Shakespeariana. Eternamente eterna a inspiração do poeta, minha inspiração. Beber a poesia como o néctar da sofisticada simplicidade. Eterno é fazer da poesia uma oração a Deus.
Aquecer o coração protegendo os sentimentos, banhar a alma em neve, conservando-a terna, a alma é eterna e descansa na relva da inspiração trazida por um motivo; no nascimento de um poema novo, a promover o próprio nascimento se fazendo eterno.
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segunda-feira, 16 de maio de 2011
Luar
Autor: Laércio Lins
Lua, ponto de encontro
para quem anda distante.
Visão biruta do Biruta bar.
Pina, saudade de Olinda,
O mar de Recife é o mesmo de lá.
Lá onde anda a menina do frevo,
Do som Capiba, Pernambuco.
Senzalas, sentimentos escravos, mamelucos.
Gilberto Freire, visão Mucambos.
A ponte, os rios de João Cabral,
Trinta copos de shopp a Carlos Pena.
Sá Grama, Recife Armorial,
Ariano ninando a poesia.
Uma estrela rupestre me acende,
meu pensamento ferve.
È noite em meu sentimento que amanhece.
Lua, adereço noturno,
traz ao meu peito frio, danças do mar,
cantos em ondas, balanço do maracatu Estrela Brilhante
Peixes, jangadas, navios, espuma, ciranda.
Musa sereia,
“A bela da tarde” da praia de Boa Viagem a sorrir
do Homem da Meia Noite.
Visão Biruta numa noite ao meio dia
Ciranda da vida, girando no ar,
Frevo que liberta a tristeza em três dias.
Ondas do mar da Ciranda de Lia.
Homenagem aos poetas pernambucanos Carlos Pena Filho (1929-1960), João Cabral de Melo Neto (1920-1999), o movimento armorial de Ariano Suassuna, Capiba (1904-1997), Gilberto freire (1900-1987) e a Lia de Itamaracá, rainda da ciranda.
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Lua, ponto de encontro
para quem anda distante.
Visão biruta do Biruta bar.
Pina, saudade de Olinda,
O mar de Recife é o mesmo de lá.
Lá onde anda a menina do frevo,
Do som Capiba, Pernambuco.
Senzalas, sentimentos escravos, mamelucos.
Gilberto Freire, visão Mucambos.
A ponte, os rios de João Cabral,
Trinta copos de shopp a Carlos Pena.
Sá Grama, Recife Armorial,
Ariano ninando a poesia.
Uma estrela rupestre me acende,
meu pensamento ferve.
È noite em meu sentimento que amanhece.
Lua, adereço noturno,
traz ao meu peito frio, danças do mar,
cantos em ondas, balanço do maracatu Estrela Brilhante
Peixes, jangadas, navios, espuma, ciranda.
Musa sereia,
“A bela da tarde” da praia de Boa Viagem a sorrir
do Homem da Meia Noite.
Visão Biruta numa noite ao meio dia
Ciranda da vida, girando no ar,
Frevo que liberta a tristeza em três dias.
Ondas do mar da Ciranda de Lia.
Homenagem aos poetas pernambucanos Carlos Pena Filho (1929-1960), João Cabral de Melo Neto (1920-1999), o movimento armorial de Ariano Suassuna, Capiba (1904-1997), Gilberto freire (1900-1987) e a Lia de Itamaracá, rainda da ciranda.
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sábado, 7 de maio de 2011
Fonte de Luz
Autor: Laércio Lins
A estrada sob os pés se alegra ao sentir alguém que conhece o destino e sabe que sua missão é conduzir. Alguém que conhece o caminho para uma estrela através da luz que se acende no parto, início da caminhada pela estrada mãe.
Fonte de brilho e sabedoria a tecer caminhos filhos.
Estrada de terra, abrigo no peito lacto a forjar homens e mulheres.
Mulher de muitos sentidos a pintar o arco-íris com novas cores, cada cor para cada filho para quem conta histórias, inventa amores, lições, afagos e carinhos.
Estrada vida, tempo de verso sem rima, verbo de rima sem tempo.
Vida que brota do ventre, vida que sopra com o vento.
Mãe de todos os filhos ou simplesmente Mãe.
Parabéns a todas as mães por tornarem possível a humanidade. Salve 08.05.2011
Razão: www.laerciolins.blogspot.com.br
Emoção: www.aostraeaperola.blogspot.com.br
A estrada sob os pés se alegra ao sentir alguém que conhece o destino e sabe que sua missão é conduzir. Alguém que conhece o caminho para uma estrela através da luz que se acende no parto, início da caminhada pela estrada mãe.
Fonte de brilho e sabedoria a tecer caminhos filhos.
Estrada de terra, abrigo no peito lacto a forjar homens e mulheres.
Mulher de muitos sentidos a pintar o arco-íris com novas cores, cada cor para cada filho para quem conta histórias, inventa amores, lições, afagos e carinhos.
Estrada vida, tempo de verso sem rima, verbo de rima sem tempo.
Vida que brota do ventre, vida que sopra com o vento.
Mãe de todos os filhos ou simplesmente Mãe.
Parabéns a todas as mães por tornarem possível a humanidade. Salve 08.05.2011
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sábado, 23 de abril de 2011
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