Ostra e Pérola. Estéticas diferentes que revelam equilíbrio e perfeição. A beleza, a verdade e a liberdade são escolhas, estão no olhar de quem vê.
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quinta-feira, 15 de março de 2012
domingo, 23 de outubro de 2011
Resta
Autor: Laércio Lins
Resta a resta da fresta da porta,
o rastro de espuma depois do navio
o traço de fumaça depois do avião
o rastro da saudade do amor que sumiu
Resta o passo do homem que segue sozinho
Resta o rastro no fim do caminho
o sopro do vento girando o moinho
A vida no pássaro, o ovo no ninho.
Resta o trovão depois do relâmpago,
resta a fumaça depois da explosão
resta a lava depois do vulcão.
Depois do fogo, da água e do ar, resta o chão
www.aostraeaperola.blogspot.com
Resta a resta da fresta da porta,
o rastro de espuma depois do navio
o traço de fumaça depois do avião
o rastro da saudade do amor que sumiu
Resta o passo do homem que segue sozinho
Resta o rastro no fim do caminho
o sopro do vento girando o moinho
A vida no pássaro, o ovo no ninho.
Resta o trovão depois do relâmpago,
resta a fumaça depois da explosão
resta a lava depois do vulcão.
Depois do fogo, da água e do ar, resta o chão
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
Concepção e parto de uma poesia
Autor: Laércio Lins
A transformar preto e branco em cores, é assim à primeira vista.
A transformar pensamentos em palavras, são assim os primeiros sons e as primeiras linhas.
A transformar o silêncio em linguagem, feito mímica, surge a voz do olhar e do pensamento.
A transformar passos em caminhos, é assim a primeira viagem. Um enorme trem de histórias.
Surge fadas, gaivotas, esculturas e um universo imaginário.
Surge templos, naves, deuses e demônios, céus e infernos.
Surge estrelas, pedras e luzes, muitas luzes.
Luzes que fazem brilhar a língua lusitana, revelando formas, desenhando pés, bocas e mãos.
Nasce assim a primeira frase. Frágil e tímida, delicada e clara.
Surge assim um grande amor,
surge assim, poesia,
surgiu assim, quase tudo.
A lapidar pedras brutas, ostras e pérolas a batizar em água e sal o próprio destino, o próprio rumo.
Contemplação à poesia que em forma de mulher se recita, ressuscita, surge e ressurge.
Montada em um cavalo alado sobrevoa montanhas, pântanos, colinas e castelos.
Ora flor, ora luz, ora mar, ora ar.
Lindos pés, alicerces na construção de um texto, sustentação de uma obra de arte.
Imagens. Lágrimas, risos e aplausos. Fantástico cenário imaginário, fantástico mundo imaginário, tanto quanto real.
A busca pela perfeição torna possível o impossível.
Beber o néctar das flores, beber na fonte da vida a água da fonte divina.
Entre sentimentos, entre fragmentos de alegria ou de dor nasce o texto, explodido, sem regras.
Entre estilhaços surge a palavra, a estrofe, o verso, a rima, como um amanhecer.
Concebido e expelido como num parto, erguido como um troféu pelas mãos do poeta, moldado e esculpido como uma escultura do centro da praça de uma cidade imaginária, minha cidade imaginária, que se alimenta e vive nas páginas de seu próprio encanto.
Encantos de beleza essencial e de complementos.
Encontro entre o concreto e a abstração, por que sentimento é preciso e não é exato.
Formas, cores, cheiros, silêncio e som ritmado, cadência do coração marcando a vida que segue.
Ostra e ao mesmo tempo Pérola.
Agora um silêncio, tudo é calmaria, uma leve brisa sopra o berço do próximo poema. Não muito distante, sons de violinos ensaiam a trilha sonora pra outras histórias.
www.aostraeaperola.blogspot.com
A transformar preto e branco em cores, é assim à primeira vista.
A transformar pensamentos em palavras, são assim os primeiros sons e as primeiras linhas.
A transformar o silêncio em linguagem, feito mímica, surge a voz do olhar e do pensamento.
A transformar passos em caminhos, é assim a primeira viagem. Um enorme trem de histórias.
Surge fadas, gaivotas, esculturas e um universo imaginário.
Surge templos, naves, deuses e demônios, céus e infernos.
Surge estrelas, pedras e luzes, muitas luzes.
Luzes que fazem brilhar a língua lusitana, revelando formas, desenhando pés, bocas e mãos.
Nasce assim a primeira frase. Frágil e tímida, delicada e clara.
Surge assim um grande amor,
surge assim, poesia,
surgiu assim, quase tudo.
A lapidar pedras brutas, ostras e pérolas a batizar em água e sal o próprio destino, o próprio rumo.
Contemplação à poesia que em forma de mulher se recita, ressuscita, surge e ressurge.
Montada em um cavalo alado sobrevoa montanhas, pântanos, colinas e castelos.
Ora flor, ora luz, ora mar, ora ar.
Lindos pés, alicerces na construção de um texto, sustentação de uma obra de arte.
Imagens. Lágrimas, risos e aplausos. Fantástico cenário imaginário, fantástico mundo imaginário, tanto quanto real.
A busca pela perfeição torna possível o impossível.
Beber o néctar das flores, beber na fonte da vida a água da fonte divina.
Entre sentimentos, entre fragmentos de alegria ou de dor nasce o texto, explodido, sem regras.
Entre estilhaços surge a palavra, a estrofe, o verso, a rima, como um amanhecer.
Concebido e expelido como num parto, erguido como um troféu pelas mãos do poeta, moldado e esculpido como uma escultura do centro da praça de uma cidade imaginária, minha cidade imaginária, que se alimenta e vive nas páginas de seu próprio encanto.
Encantos de beleza essencial e de complementos.
Encontro entre o concreto e a abstração, por que sentimento é preciso e não é exato.
Formas, cores, cheiros, silêncio e som ritmado, cadência do coração marcando a vida que segue.
Ostra e ao mesmo tempo Pérola.
Agora um silêncio, tudo é calmaria, uma leve brisa sopra o berço do próximo poema. Não muito distante, sons de violinos ensaiam a trilha sonora pra outras histórias.
www.aostraeaperola.blogspot.com
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Quero vir, quero ir
Autor: Laércio Lins
Não quero apenas ouvir a história, quero fazer parte dela.
Não quero mudar o cheiro da flor, quero sentir seu perfume.
Não quero só a boca, quero o beijo moldado pela paixão.
Quero a voz transformando o som e a língua esculpindo a palavra. Quero corpo e alma.
Não apenas olhos. Procuro o brilho do olhar, os gestos e a linguagem revelada.
Não quero quebrar o encanto, quero descansar no colo da fada.
Não vou revelar a magia, quero o coelho da cartola, a carta da manga que surgiu do nada, a pombinha que surgiu do lenço e voou alto, além do pensamento.
O vento em meu rosto é brisa, é bom voar como um pássaro.
Não apenas um pedaço, um laço, um traço.
Quero inteiro, passo a passo, por pés que me façam dançar.
Quero a canção que me faça cantar.
Quero a cama o sono e o sonho, descansar e acordar.
Amanhecer, entardecer e anoitecer.
De quando em vez sonhar acordado, é preciso pra viver.
Não quero apenas a saudade, quero também o encontro e o abraço.
Quero a razão sem me perder da emoção.
Não quero apenas o recomeço, quero o renascimento da fênix.
Não quero apenas o alvo, quero a flecha no centro.
Os desejos moram na irreverência da juventude.
Quero preservar a irreverência vestindo-a com a roupa da maturidade que surge com o passar dos anos.
Alguns amadurecem outros apodrecem com o tempo, essa é a diferença entre o sábio e o bobo da corte.
Não quero só a lógica. Preciso também do ócio criativo. Sair da caverna e subir em milhares de torres pra ampliar a visão e aprender a voar com os pés no chão.
A dor da queda é trocada pela certeza de levantar novamente e seguir. Quero quase nada.
Não quero mudar os caminhos, quero pés firmes na estrada com sentido e direção.
Quero vir, quero ir.
Razão: www.laerciolins.blogspot.com.br
Emoção: www.aostraeaperola.blogspot.com.br
Não quero apenas ouvir a história, quero fazer parte dela.
Não quero mudar o cheiro da flor, quero sentir seu perfume.
Não quero só a boca, quero o beijo moldado pela paixão.
Quero a voz transformando o som e a língua esculpindo a palavra. Quero corpo e alma.
Não apenas olhos. Procuro o brilho do olhar, os gestos e a linguagem revelada.
Não quero quebrar o encanto, quero descansar no colo da fada.
Não vou revelar a magia, quero o coelho da cartola, a carta da manga que surgiu do nada, a pombinha que surgiu do lenço e voou alto, além do pensamento.
O vento em meu rosto é brisa, é bom voar como um pássaro.
Não apenas um pedaço, um laço, um traço.
Quero inteiro, passo a passo, por pés que me façam dançar.
Quero a canção que me faça cantar.
Quero a cama o sono e o sonho, descansar e acordar.
Amanhecer, entardecer e anoitecer.
De quando em vez sonhar acordado, é preciso pra viver.
Não quero apenas a saudade, quero também o encontro e o abraço.
Quero a razão sem me perder da emoção.
Não quero apenas o recomeço, quero o renascimento da fênix.
Não quero apenas o alvo, quero a flecha no centro.
Os desejos moram na irreverência da juventude.
Quero preservar a irreverência vestindo-a com a roupa da maturidade que surge com o passar dos anos.
Alguns amadurecem outros apodrecem com o tempo, essa é a diferença entre o sábio e o bobo da corte.
Não quero só a lógica. Preciso também do ócio criativo. Sair da caverna e subir em milhares de torres pra ampliar a visão e aprender a voar com os pés no chão.
A dor da queda é trocada pela certeza de levantar novamente e seguir. Quero quase nada.
Não quero mudar os caminhos, quero pés firmes na estrada com sentido e direção.
Quero vir, quero ir.
Razão: www.laerciolins.blogspot.com.br
Emoção: www.aostraeaperola.blogspot.com.br
sábado, 7 de maio de 2011
Fonte de Luz
Autor: Laércio Lins
A estrada sob os pés se alegra ao sentir alguém que conhece o destino e sabe que sua missão é conduzir. Alguém que conhece o caminho para uma estrela através da luz que se acende no parto, início da caminhada pela estrada mãe.
Fonte de brilho e sabedoria a tecer caminhos filhos.
Estrada de terra, abrigo no peito lacto a forjar homens e mulheres.
Mulher de muitos sentidos a pintar o arco-íris com novas cores, cada cor para cada filho para quem conta histórias, inventa amores, lições, afagos e carinhos.
Estrada vida, tempo de verso sem rima, verbo de rima sem tempo.
Vida que brota do ventre, vida que sopra com o vento.
Mãe de todos os filhos ou simplesmente Mãe.
Parabéns a todas as mães por tornarem possível a humanidade. Salve 08.05.2011
Razão: www.laerciolins.blogspot.com.br
Emoção: www.aostraeaperola.blogspot.com.br
A estrada sob os pés se alegra ao sentir alguém que conhece o destino e sabe que sua missão é conduzir. Alguém que conhece o caminho para uma estrela através da luz que se acende no parto, início da caminhada pela estrada mãe.
Fonte de brilho e sabedoria a tecer caminhos filhos.
Estrada de terra, abrigo no peito lacto a forjar homens e mulheres.
Mulher de muitos sentidos a pintar o arco-íris com novas cores, cada cor para cada filho para quem conta histórias, inventa amores, lições, afagos e carinhos.
Estrada vida, tempo de verso sem rima, verbo de rima sem tempo.
Vida que brota do ventre, vida que sopra com o vento.
Mãe de todos os filhos ou simplesmente Mãe.
Parabéns a todas as mães por tornarem possível a humanidade. Salve 08.05.2011
Razão: www.laerciolins.blogspot.com.br
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sábado, 23 de abril de 2011
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