Autor: Laércio Lins
A transformar preto e branco em cores, é assim à primeira vista.
A transformar pensamentos em palavras, são assim os primeiros sons e as primeiras linhas.
A transformar o silêncio em linguagem, feito mímica, surge a voz do olhar e do pensamento.
A transformar passos em caminhos, é assim a primeira viagem. Um enorme trem de histórias.
Surge fadas, gaivotas, esculturas e um universo imaginário.
Surge templos, naves, deuses e demônios, céus e infernos.
Surge estrelas, pedras e luzes, muitas luzes.
Luzes que fazem brilhar a língua lusitana, revelando formas, desenhando pés, bocas e mãos.
Nasce assim a primeira frase. Frágil e tímida, delicada e clara.
Surge assim um grande amor,
surge assim, poesia,
surgiu assim, quase tudo.
A lapidar pedras brutas, ostras e pérolas a batizar em água e sal o próprio destino, o próprio rumo.
Contemplação à poesia que em forma de mulher se recita, ressuscita, surge e ressurge.
Montada em um cavalo alado sobrevoa montanhas, pântanos, colinas e castelos.
Ora flor, ora luz, ora mar, ora ar.
Lindos pés, alicerces na construção de um texto, sustentação de uma obra de arte.
Imagens. Lágrimas, risos e aplausos. Fantástico cenário imaginário, fantástico mundo imaginário, tanto quanto real.
A busca pela perfeição torna possível o impossível.
Beber o néctar das flores, beber na fonte da vida a água da fonte divina.
Entre sentimentos, entre fragmentos de alegria ou de dor nasce o texto, explodido, sem regras.
Entre estilhaços surge a palavra, a estrofe, o verso, a rima, como um amanhecer.
Concebido e expelido como num parto, erguido como um troféu pelas mãos do poeta, moldado e esculpido como uma escultura do centro da praça de uma cidade imaginária, minha cidade imaginária, que se alimenta e vive nas páginas de seu próprio encanto.
Encantos de beleza essencial e de complementos.
Encontro entre o concreto e a abstração, por que sentimento é preciso e não é exato.
Formas, cores, cheiros, silêncio e som ritmado, cadência do coração marcando a vida que segue.
Ostra e ao mesmo tempo Pérola.
Agora um silêncio, tudo é calmaria, uma leve brisa sopra o berço do próximo poema. Não muito distante, sons de violinos ensaiam a trilha sonora pra outras histórias.
www.aostraeaperola.blogspot.com
Ostra e Pérola. Estéticas diferentes que revelam equilíbrio e perfeição. A beleza, a verdade e a liberdade são escolhas, estão no olhar de quem vê.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
sábado, 20 de agosto de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Mão que conduz
Autor: Laércio Lins
A força orientada pela sensibilidade se transforma em afago, carinho que guia, educa e orienta.
O olhar que insiste em ver resulta em descoberta que ensina novos caminhos, por que ser pai não é apenas ter filhos, e sim, transformá-los em pessoas melhores.
Locomotiva a guiar nos trilhos. Ser presente, aprender com a novidade, ver no filho ou filha a oportunidade de se prolongar no futuro e de se reinventar.
Se alimentar da raiz. Ser árvore, cujos frutos sejam alimento, certeza de continuidade e esperança.
Se encontrar nos filhos como em um espelho que volta as imagens e o tempo, se rever criança, voltar ao começo.
Por que ser pai é compreender que é hora de conduzir, ser ponte que transporta da ilha ao continente. Seguir uma estrela e guiar pelo deserto, muitas vezes sem saber o caminho, até o ponto do nascimento ou renascimento.
Por que ser pai é ser “sim” e algumas vezes ser “não” e mesmo sem compreender ser explicação.
A todos os pais por seu dia. Salve 14.08.2011
A força orientada pela sensibilidade se transforma em afago, carinho que guia, educa e orienta.
O olhar que insiste em ver resulta em descoberta que ensina novos caminhos, por que ser pai não é apenas ter filhos, e sim, transformá-los em pessoas melhores.
Locomotiva a guiar nos trilhos. Ser presente, aprender com a novidade, ver no filho ou filha a oportunidade de se prolongar no futuro e de se reinventar.
Se alimentar da raiz. Ser árvore, cujos frutos sejam alimento, certeza de continuidade e esperança.
Se encontrar nos filhos como em um espelho que volta as imagens e o tempo, se rever criança, voltar ao começo.
Por que ser pai é compreender que é hora de conduzir, ser ponte que transporta da ilha ao continente. Seguir uma estrela e guiar pelo deserto, muitas vezes sem saber o caminho, até o ponto do nascimento ou renascimento.
Por que ser pai é ser “sim” e algumas vezes ser “não” e mesmo sem compreender ser explicação.
A todos os pais por seu dia. Salve 14.08.2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Amor e sonho
Autor: Laércio Lins (Texto e gravura)
Não sei se é verdade por ser poesia,
não sei se é poesia por ser verdade,
mesmo que para uns, seja apenas fantasia.
Leve, como é leve a paz.
Se fosse o sonho um encanto, eu adormeceria
e dormindo renasceria,
Já que o sonho é porta livre que permite o vôo mais alto
e o brilho mais brilhante, corre o mundo num instante,
alheio ao tempo, noite e dia.
O amor vem desse laço, dessa mistura, desse traço,
e encontra em cada sonho a harmonia dos braços.
Amor é semente plantada nas profundezas da terra
que a acolhe até brotar.
Não sei se é poema por ser fantasia,
ou realidade por ser poesia.
Mesmo que, para poucos seja clareza e para outros, incerteza,
prefiro ver como abrigo que guarda a sabedoria,
magia da plantação que revela os segredos do chão,
que revela o segredo das ondas compondo a dança do mar.
Inspirar e expirar. Respirar é segredo do ar.
Se o sonho é uma janela, que permite o olhar mais fundo,
nele viajo e encontro o tempo todo em um segundo.
Descubro assim, novos mundos desenhados com outros traços.
O amor vem desse espaço, descansa no olhar e no abraço,
se amplia em cada encontro, cada cheiro e cada laço.
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domingo, 31 de julho de 2011
O pássaro e o poeta
Autor: Laércio Lins (Texto e gravura)
Assobiar,
o assobio me lembra bico
e o bico me lembra pássaros
e os pássaros me lembram asas.
Pássaro enquanto poeta, me ponho a voar.
Dar asas ao pensamento,
no vôo encontro a poesia
e a poesia me transporta solto
e solto, me sinto livre.
Livre enquanto pássaro. Preciso voar.
Viajar em pensamento,
na viagem encontro o motivo
e o motivo me faz feliz
e feliz me sinto em paz.
Em paz enquanto pássaro.
Poeta preciso a voar.
Sonhar com o vôo da gaivota,
da águia, do condor e do gavião,
da asa branca, do urubu ou do avião.
Asa da perdiz, do pensamento e do vento.
Pegar uma rota certeira, fechar os olhos e partir,
abraçado ao vôo do tempo.
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domingo, 24 de julho de 2011
Chuva
Autor: Laércio Lins
Nuvem cobrindo as estrelas, escurece o céu pra chover.
Na secura da terra, gotas d água são abraços
mudando a paisagem, acabando a estiagem.
Chão seco, agora molhado,
chuva baixando a poeira,
chuva apagando a fogueira,
chuva lavando a poesia.
chuva escorrendo na face
chuva esfriando o cansaço
Chão seco, agora encharcado,
pensamento novo, molhado. Raios e trovões,
sentimento confuso entre a seca e estiagem.
Inerte palma, cacto, planta,
enquanto a alma se espanta
a poesia acalanta,
meu coração se encanta
contemplando este chover.
www.aostraeaperola.blogspot.com
Nuvem cobrindo as estrelas, escurece o céu pra chover.
Na secura da terra, gotas d água são abraços
mudando a paisagem, acabando a estiagem.
Chão seco, agora molhado,
chuva baixando a poeira,
chuva apagando a fogueira,
chuva lavando a poesia.
chuva escorrendo na face
chuva esfriando o cansaço
Chão seco, agora encharcado,
pensamento novo, molhado. Raios e trovões,
sentimento confuso entre a seca e estiagem.
Inerte palma, cacto, planta,
enquanto a alma se espanta
a poesia acalanta,
meu coração se encanta
contemplando este chover.
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quinta-feira, 14 de julho de 2011
Há uma Fênix em cada um de nós
Autor: Laércio Lins
O homem sempre esteve e estará procurando a felicidade. Os povos antigos o fizeram através da mitologia buscando explicações para seus enigmas e suas dúvidas. Houveram guerras, tempestades e furacões, no entanto, o alvo sempre foi ser feliz.
Buscamos a novidade, construímos nossos castelos, nossos fantasmas e nossos heróis, buscamos o equilíbrio e o bem estar. Viveremos erros e acertos e o tempo contará nossa história enquanto existi arte, ciência e o sentimento de esperança, Pandora, quando abriu sua caixa, plantou este sentimento em nós.
A energia do fogo trazido à humanidade por Minerva, deusa da sabedoria e das artes e por Prometeu, que se tornou símbolo da força de vontade e da resistência à opressão, devido aos castigos, aos quais, foi submetido por Júpiter o rei dos deuses, nos mantém aquecidos para o próximo jogo, para o próximo passo e para a próxima dança.
A mitologia, assim como a filosofia, trazia aos gregos na antigüidade, explicações para tudo que não fosse exato, o pensamento pagão era fundamentado nas ações dos deuses e dos mitos. Cada deus era um especialista. Minerva, deusa da sabedoria e das artes, era a explicação para a sensibilidade e aptidão para as manifestações artísticas e filosóficas. O deus Netuno, explicava a fúria da natureza e os fenômenos relativos à água, trovões, tempestades, furacões e inundações. Essa maneira de crer nos deuses e mitos proporcionava explicações para o surgimento do universo e da humanidade Cada mito levava em sua história uma ação que explicasse um sentimento. Entre eles, a Fênix, um pássaro que, segundo a crença dos antigos povos, se auto extinguia em chamas a cada 500 anos de vida e logo após ressurgia das próprias cinzas, continua nos ensinando o sentimento de recomeçar e de ressurgir diante das adversidades, às quais, a vida nos submete.
Da dúvida, da perseverança e da paixão pelo saber surgiu a ciência. De idéias simples surgiram grandes descobertas e as grandes invenções. O treinamento e a insistência de um atleta, na busca pela perfeição, resulta na conquista de uma medalha ou de um novo recorde. Antes de disparar sua flecha, um arqueiro planeja a trajetória da seta, considerando as influências do vento e a distância até o alvo, esta ação amplia as possibilidades de atingir o objetivo. Estes exemplos nos estimular na luta por nossos metas e nossos sonhos.
A cada manhã, acordamos e nos abrimos às novidades de mais um dia, ressurgimos através de decisões e escolhas que nos permitem continuar buscando novas oportunidades.
Enquanto profissionais nos abrimos ao direito de continuar construindo, inovando e criando. Enquanto homens e mulheres, nos permitimos às descobertas e ao auto conhecimento em um processo de melhoria continua e crescimento interior.
Há uma Fênix em cada um de nós, precisamos alimentar este pássaro forte que nos permite voar para novas jornadas e novos cenários, que nos conduz a novas descobertas e novas realizações. Em nossas vidas há espaço para a razão e para a emoção, para o empirismo e para a teoria, para a prática e para a técnica, para o drama e para a comédia, tudo isto nos completa. Em cada um de nós habita a certeza de que, a cada manhã renascemos para o próximo ato nesse lindo teatro chamado terra onde encenamos uma magnifica peça teatral chamada vida.
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O homem sempre esteve e estará procurando a felicidade. Os povos antigos o fizeram através da mitologia buscando explicações para seus enigmas e suas dúvidas. Houveram guerras, tempestades e furacões, no entanto, o alvo sempre foi ser feliz.
Buscamos a novidade, construímos nossos castelos, nossos fantasmas e nossos heróis, buscamos o equilíbrio e o bem estar. Viveremos erros e acertos e o tempo contará nossa história enquanto existi arte, ciência e o sentimento de esperança, Pandora, quando abriu sua caixa, plantou este sentimento em nós.
A energia do fogo trazido à humanidade por Minerva, deusa da sabedoria e das artes e por Prometeu, que se tornou símbolo da força de vontade e da resistência à opressão, devido aos castigos, aos quais, foi submetido por Júpiter o rei dos deuses, nos mantém aquecidos para o próximo jogo, para o próximo passo e para a próxima dança.
A mitologia, assim como a filosofia, trazia aos gregos na antigüidade, explicações para tudo que não fosse exato, o pensamento pagão era fundamentado nas ações dos deuses e dos mitos. Cada deus era um especialista. Minerva, deusa da sabedoria e das artes, era a explicação para a sensibilidade e aptidão para as manifestações artísticas e filosóficas. O deus Netuno, explicava a fúria da natureza e os fenômenos relativos à água, trovões, tempestades, furacões e inundações. Essa maneira de crer nos deuses e mitos proporcionava explicações para o surgimento do universo e da humanidade Cada mito levava em sua história uma ação que explicasse um sentimento. Entre eles, a Fênix, um pássaro que, segundo a crença dos antigos povos, se auto extinguia em chamas a cada 500 anos de vida e logo após ressurgia das próprias cinzas, continua nos ensinando o sentimento de recomeçar e de ressurgir diante das adversidades, às quais, a vida nos submete.
Da dúvida, da perseverança e da paixão pelo saber surgiu a ciência. De idéias simples surgiram grandes descobertas e as grandes invenções. O treinamento e a insistência de um atleta, na busca pela perfeição, resulta na conquista de uma medalha ou de um novo recorde. Antes de disparar sua flecha, um arqueiro planeja a trajetória da seta, considerando as influências do vento e a distância até o alvo, esta ação amplia as possibilidades de atingir o objetivo. Estes exemplos nos estimular na luta por nossos metas e nossos sonhos.
A cada manhã, acordamos e nos abrimos às novidades de mais um dia, ressurgimos através de decisões e escolhas que nos permitem continuar buscando novas oportunidades.
Enquanto profissionais nos abrimos ao direito de continuar construindo, inovando e criando. Enquanto homens e mulheres, nos permitimos às descobertas e ao auto conhecimento em um processo de melhoria continua e crescimento interior.
Há uma Fênix em cada um de nós, precisamos alimentar este pássaro forte que nos permite voar para novas jornadas e novos cenários, que nos conduz a novas descobertas e novas realizações. Em nossas vidas há espaço para a razão e para a emoção, para o empirismo e para a teoria, para a prática e para a técnica, para o drama e para a comédia, tudo isto nos completa. Em cada um de nós habita a certeza de que, a cada manhã renascemos para o próximo ato nesse lindo teatro chamado terra onde encenamos uma magnifica peça teatral chamada vida.
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terça-feira, 12 de julho de 2011
Cegueira e visão
Autor: Laércio Lins
A beleza, a verdade e a liberdade são escolhas, estão no olhar de quem vê e no coração de quem sente.
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A beleza, a verdade e a liberdade são escolhas, estão no olhar de quem vê e no coração de quem sente.
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sexta-feira, 8 de julho de 2011
Infância
Autor: Laércio Lins (Texto e gravura)
Um mundo, um jardim.
Músicas dos sinos da igreja
e cheiros dos canaviais.
Festa, um show, a luz do sol sobre a praça.
Nova era, outra era, outra esfera.
A diferença entre a rosa e a flor.
O encanto era vento, sopro que me transformou.
Um espaço, hora tempo, entre olá e alô.
Paz e às vezes medo do fim do mundo descrito por meu avô.
O futuro era um lugar onde existiam telefones sem fio.
Tudo preto no branco. Em outras horas, cor.
Giz, pincéis, carvão, lápis de cor
Lindas telas, o artista, a escultura. Artes e o pintor.
No quintal fauna, flora, espinho, mato e flor.
Entre peixes, entre rios, entre serras.
Meu amor era de pedra e depois desabou,
se fez ar e voou na fantasia da namorada que inventei.
Açúcar na usina, mel.
A palavra e o silêncio, brincadeiras, correrias na rua,
“Passarás,” “Pega soltou,” “Rouba bandeira” e “Garrafão.”
Bola de gude e pião.
Gastronomia de reis e rainhas: Quebra-queixo, bolo, picolé e pirulito,
Arma pra todas as guerras: Boné, estilingue e apito.
Far West, cenário de um cavalo de vassoura.
Noites de estrelas, vagalumes e contos de assombração.
Lendas do castelo encantado da Serra da Prata.
Universo de meu sonho real de menino.
Tempo, um templo que me transformou no que sou.
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quinta-feira, 7 de julho de 2011
O escultor
Autor: Laércio Lins
Até as pedras aceitam novas modelagens. Nossa transformação depende de nós, somos escultores de nossa vida, que pode se transformar em uma obra de arte ou em algo insignificante.
Até as pedras aceitam novas modelagens. Nossa transformação depende de nós, somos escultores de nossa vida, que pode se transformar em uma obra de arte ou em algo insignificante.
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