Autor: Laércio Lins
O Homem, a mão, a poesia,
Passa o tempo, lembrança, nostalgia.
Voa pensamento, um passarinho,
mãe-pássaro que protege o ninho,
a flor se protege com espinho,
a uva dá vida ao vinho,
a luva aquece a mão com carinho.
O olhar protege o encanto,
a mãe embala o filho. Um acalanto.
Voar, esperança do pássaro que parte cedo,
Voar, lembranças nas fantasias de um brinquedo.
Menino se forjando homem,
aprendendo a voar sem medo.
No livro, uma saga, história de mil enredos.
Letra no papel ferido por uma caneta-tinteiro,
tingindo assim, de poema quase com jeito de prosa.
Misturando vermelho e branco, abraço de cravo e rosa.
Duendes, Gnomos, feitiços, bruxas e fadas.
Personagens que alimentam a poesia.
Silêncio no coração poeta,
antes cinza, agora claro e azul.
Ostra e Pérola. Estéticas diferentes que revelam equilíbrio e perfeição. A beleza, a verdade e a liberdade são escolhas, estão no olhar de quem vê.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
sábado, 25 de dezembro de 2010
O sonho que acordou o sol
Autor: Laércio Lins
Novos caminhos,
Abertura para outros passos.
Sob os pés, estrada, sobre os pés, cansaço.
Da eterna luta, velhos laços.
Sonho meu de um sono antigo,
que acordou para ser real,
que acordou em plano novo.
Sonho tempo.
sonho flor, botão que se abriu calmo.
Fim de túnel, luz brilhante.
Estrela que guia o guerreiro viajante
em noite escura surge no horizonte.
Entre a Ilha e o continente, ponte.
Corredeira de rio, próxima estação: oceano.
Maré vazante, vento terral
Sonho que trouxe maré cheia.
Sonho que acorda e clareia,
luz que acende e ascende,
Luz que aquece e sobe,
aquece, encolhe e move,
acolhe, escolhe e envolve.
Assim como um rio, a vida,
enredo de vários roteiros.
Assim é o sonho que acorda com o Sol.
cenário de muitos destinos,
visão de um brinde, pela taça de vinho,
bolhas, espuma, champanhe,
prenúncio de amanhecer,
renascer em um sonho de menino.
Novos caminhos,
Abertura para outros passos.
Sob os pés, estrada, sobre os pés, cansaço.
Da eterna luta, velhos laços.
Sonho meu de um sono antigo,
que acordou para ser real,
que acordou em plano novo.
Sonho tempo.
sonho flor, botão que se abriu calmo.
Fim de túnel, luz brilhante.
Estrela que guia o guerreiro viajante
em noite escura surge no horizonte.
Entre a Ilha e o continente, ponte.
Corredeira de rio, próxima estação: oceano.
Maré vazante, vento terral
Sonho que trouxe maré cheia.
Sonho que acorda e clareia,
luz que acende e ascende,
Luz que aquece e sobe,
aquece, encolhe e move,
acolhe, escolhe e envolve.
Assim como um rio, a vida,
enredo de vários roteiros.
Assim é o sonho que acorda com o Sol.
cenário de muitos destinos,
visão de um brinde, pela taça de vinho,
bolhas, espuma, champanhe,
prenúncio de amanhecer,
renascer em um sonho de menino.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Caminhos em Y
Autor: Laércio Lins
Costumo dizer que a vida tem forma de “Y”, seguimos por uma estrada que de vez em quando se abre em duas ramificações, nestes momentos e nestes pontos somos cobrados a escolher que direção seguir. São nestes pontos também que muitas pessoas param, se entregam ao medo de escolher e se acomodam.
Essa analogia da vida em forma de “Y” tem me acompanhado há tempo e tem me ajudado em minhas decisões. Faço o melhor que posso e aprendi a não ser tão exigente comigo mesmo, hoje penso que, se escolher ou tomar a decisão errada, a mesma estrada se abrirá em forma de “Y” em outro momento me trazendo duas novas oportunidade de rever minhas escolhas. Tenho convivido com minhas imperfeições, sempre movido pela esperança de que amanhã serei melhor e que amanhã será melhor. Quanto mais acredito, mais forte me sinto para continuar, tenho certeza de que jamais voltarei ao “Y” inicial, no entanto, não esqueço sua importância em minha vida.
Quando criança, ouvi alguém dizer que não tivesse “medo do escuro” e que na escuridão existe as mesmas coisas que existe na claridade. É na escuridão que está a maior probabilidade de uma luz acender. A busca pela clareza e pelo conhecimento é infinita e quanto mais intensa esta busca, mais provável o acerto nas decisões e nas escolhas.
Visite meu blog corporativo www.laerciolins.blogspot.com
Costumo dizer que a vida tem forma de “Y”, seguimos por uma estrada que de vez em quando se abre em duas ramificações, nestes momentos e nestes pontos somos cobrados a escolher que direção seguir. São nestes pontos também que muitas pessoas param, se entregam ao medo de escolher e se acomodam.
Essa analogia da vida em forma de “Y” tem me acompanhado há tempo e tem me ajudado em minhas decisões. Faço o melhor que posso e aprendi a não ser tão exigente comigo mesmo, hoje penso que, se escolher ou tomar a decisão errada, a mesma estrada se abrirá em forma de “Y” em outro momento me trazendo duas novas oportunidade de rever minhas escolhas. Tenho convivido com minhas imperfeições, sempre movido pela esperança de que amanhã serei melhor e que amanhã será melhor. Quanto mais acredito, mais forte me sinto para continuar, tenho certeza de que jamais voltarei ao “Y” inicial, no entanto, não esqueço sua importância em minha vida.
Quando criança, ouvi alguém dizer que não tivesse “medo do escuro” e que na escuridão existe as mesmas coisas que existe na claridade. É na escuridão que está a maior probabilidade de uma luz acender. A busca pela clareza e pelo conhecimento é infinita e quanto mais intensa esta busca, mais provável o acerto nas decisões e nas escolhas.
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
O Vinho
Autor: Laércio Lins
Depois de uma taça de vinho, só uma, costumo ser exato, depois pode até vir a segunda e a terceira para reforçar minha exatidão, senti como se uma porta se abrisse a minha frente.
A porta refletiu uma luz diferente. Primeiro o brilho da casca da uva, no momento seguinte, enquanto eu me aproximava da porta de meu pensamento, a claridade se intensificou passando por tons lilás, roxo, rosa, até chegar ao branco cristalino da água sem gás da taça ao lado.
Caminho inverso, do vinho para a água, uma viagem no tempo. O primeiro pileque da história, Noé em sua arca, Jesus numa festa de casamento transformando água em vinho a pedido de sua Mãe. O deus grego do vinho Dioniso ou sua versão romana, o deus Baco, reverenciando as cepas. Líquido sagrado que torna úmida as paixões e enaltece as conquistas em um brinde, não importa se vem dos frutados de Petrolina ou dos amadeirados ou terrosos do velho mundo. O vinho não conhece preconceitos.
O vinho é assim, clareia as idéias e ilumina os pensamentos, nos dá certeza de que dois mais dois até pode ser quatro, no entanto, isto é coisa rara.
Um gole de vinho é uma viagem sem passaporte, não é preciso passaporte quando não há fronteiras, se abrem portas de sentimentos e de alegrias.
Um brinde a um motivo. Calado, em um momento sozinho, brindei ao tempo na companhia de pensamentos, lembranças, água e vinho.
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Depois de uma taça de vinho, só uma, costumo ser exato, depois pode até vir a segunda e a terceira para reforçar minha exatidão, senti como se uma porta se abrisse a minha frente.
A porta refletiu uma luz diferente. Primeiro o brilho da casca da uva, no momento seguinte, enquanto eu me aproximava da porta de meu pensamento, a claridade se intensificou passando por tons lilás, roxo, rosa, até chegar ao branco cristalino da água sem gás da taça ao lado.
Caminho inverso, do vinho para a água, uma viagem no tempo. O primeiro pileque da história, Noé em sua arca, Jesus numa festa de casamento transformando água em vinho a pedido de sua Mãe. O deus grego do vinho Dioniso ou sua versão romana, o deus Baco, reverenciando as cepas. Líquido sagrado que torna úmida as paixões e enaltece as conquistas em um brinde, não importa se vem dos frutados de Petrolina ou dos amadeirados ou terrosos do velho mundo. O vinho não conhece preconceitos.
O vinho é assim, clareia as idéias e ilumina os pensamentos, nos dá certeza de que dois mais dois até pode ser quatro, no entanto, isto é coisa rara.
Um gole de vinho é uma viagem sem passaporte, não é preciso passaporte quando não há fronteiras, se abrem portas de sentimentos e de alegrias.
Um brinde a um motivo. Calado, em um momento sozinho, brindei ao tempo na companhia de pensamentos, lembranças, água e vinho.
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010
O Quadro
Autor: Laércio Lins
A “Maria fumaça” me transportou no tempo. Trilhos quentes sob o sol apontando um caminho de volta às lembranças de minha infância. Cenários de um sábado pintado a óleo sobre tela. Entrei no quadro à brincar olhando o trem passar. Revivi a poeira, o cheiro dos canaviais e do melaço vindo da usina. Revivi o amanhecer de minha vida. O vapor e o atrito do trem nos trilhos. Homens, mulheres, crianças e o cachorro concentrado numa lixeira em busca de alimento.
Entrei na casa onde nasci, ela já não existe mais, foi derrubada por uma enchente dos rios Pirangi e Panelas. Debrucei na janela da cozinha e de lá revi o encontro dos dois rios no fundo do quintal, enquanto minha mãe coava um café, cheiro de café fazendo ressuscitar a natureza morta transformando-a em natureza viva. Casas, pessoas, o trem, o cachorro e eu.
Os traços do artista me pintaram no quadro revivendo um tempo que já passou, mas, que continua vivo. Quadro, cápsula do tempo, transporte de pensamentos através dos anos, minha mãe cantarolando uma modinha de domínio público e meu pai ritmando, batucando à mesa com os dedos.
Entrar no quadro me trouxe de volta as raízes, meu povo e meu chão. Os vizinhos, Dona Dina estendendo roupas no varal, ela sempre me dava confeitos de mel de engenho que ela mesmo fazia. Dona Hortência, mulher com nome de flor, conversando com o marido Estácio, homem brincalhão que falava rápido a ponto de quase não se deixar entender.
17:30 horas, o apito da Usina Catende, vindo do vapor das caldeiras anunciava a saída dos operários de mais um dia de trabalho, entre eles meu avô, marmita na mão, roupa com cheiro de ferrugem misturado com melaço, bota e chapéu, sorriso largo no rosto tornando ainda menores os olhos pequenos.
Óleo sobre tela, realidade revelada pela sensibilidade do artista. Óleo sobre tela trazendo sons e imagens de uma época que passou com muita alegria.
Terminei de tomar o café, saí do quadro e saí.
Visite meu blog corporativo: www.laerciolins.blogspot.com
A “Maria fumaça” me transportou no tempo. Trilhos quentes sob o sol apontando um caminho de volta às lembranças de minha infância. Cenários de um sábado pintado a óleo sobre tela. Entrei no quadro à brincar olhando o trem passar. Revivi a poeira, o cheiro dos canaviais e do melaço vindo da usina. Revivi o amanhecer de minha vida. O vapor e o atrito do trem nos trilhos. Homens, mulheres, crianças e o cachorro concentrado numa lixeira em busca de alimento.
Entrei na casa onde nasci, ela já não existe mais, foi derrubada por uma enchente dos rios Pirangi e Panelas. Debrucei na janela da cozinha e de lá revi o encontro dos dois rios no fundo do quintal, enquanto minha mãe coava um café, cheiro de café fazendo ressuscitar a natureza morta transformando-a em natureza viva. Casas, pessoas, o trem, o cachorro e eu.
Os traços do artista me pintaram no quadro revivendo um tempo que já passou, mas, que continua vivo. Quadro, cápsula do tempo, transporte de pensamentos através dos anos, minha mãe cantarolando uma modinha de domínio público e meu pai ritmando, batucando à mesa com os dedos.
Entrar no quadro me trouxe de volta as raízes, meu povo e meu chão. Os vizinhos, Dona Dina estendendo roupas no varal, ela sempre me dava confeitos de mel de engenho que ela mesmo fazia. Dona Hortência, mulher com nome de flor, conversando com o marido Estácio, homem brincalhão que falava rápido a ponto de quase não se deixar entender.
17:30 horas, o apito da Usina Catende, vindo do vapor das caldeiras anunciava a saída dos operários de mais um dia de trabalho, entre eles meu avô, marmita na mão, roupa com cheiro de ferrugem misturado com melaço, bota e chapéu, sorriso largo no rosto tornando ainda menores os olhos pequenos.
Óleo sobre tela, realidade revelada pela sensibilidade do artista. Óleo sobre tela trazendo sons e imagens de uma época que passou com muita alegria.
Terminei de tomar o café, saí do quadro e saí.
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Minha agenda
09.11.2010 - 18hs - A Comunicação como ferramenta de Administração – FAREC Faculdade do Recife
17.11.2010 - 19hs – Administração do Tempo – UFPE Anfiteatro do CCSA
20.11.2010 - 14 às 19hs – Curso de Extensão. Realização CPHD – Planejamento Extratégico de RH
11.12.2010 - Gestão de Pessoas e Clima organizacional - CPHD, Recife
14.12.2010 – 19:30hs - Workshop Administração do Tempo – Hotel Imperial Suites, Boa viagem, Recife, Brasil. Ingressos R$ 20 (incluso coffe break), à venda no local com Sandrelle, fone 21220500. Descontos especiais para grupos de estudantes e empresas
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17.11.2010 - 19hs – Administração do Tempo – UFPE Anfiteatro do CCSA
20.11.2010 - 14 às 19hs – Curso de Extensão. Realização CPHD – Planejamento Extratégico de RH
11.12.2010 - Gestão de Pessoas e Clima organizacional - CPHD, Recife
14.12.2010 – 19:30hs - Workshop Administração do Tempo – Hotel Imperial Suites, Boa viagem, Recife, Brasil. Ingressos R$ 20 (incluso coffe break), à venda no local com Sandrelle, fone 21220500. Descontos especiais para grupos de estudantes e empresas
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terça-feira, 2 de novembro de 2010
Um novo mundo para Sofia*
Autor: Laércio Lins
A filosofia ganhou vida, chegou antes da hora esperada. Sofia descobriu seu mundo. Chegou cedo, embora tenha sido acompanhada apenas até a primeira estação por alguém muito especial que precisou voltar ao ponto de origem, havia esquecido parte da bagagem.
A filosofia às vezes perde o sentido e nos deixa só e à procura do próximo pensamento.
Sofia é forte, menina das estrelas e do mundo das miniaturas, chegou para se expandir e exercitar sua grandeza. A filosofia abre portas para grandes e pequenas interrogações, Sofia chegou provocando, surpreendendo, fazendo pensar, indefesa e sem armas no mundo dos gigantes, vencendo batalhas e guerras em silêncio. A filosofia precisa de tão pouco espaço e ao mesmo tempo preenche milhões de corações e mentes.
Sofia é a menor gigante que veio da terra dos titãs, misto de menina e deusa, sua luz vem do fogo das vestais, seus pés são tão pequenos, grandes são seus passos, grande é seu caminho. Ganhou a primeira batalha em meio à pressão do ventre materno. Optou pela vida, optou pelo brilho das estrelas que clareiam as noites escuras.
Filosofia do mundo explicando Sofia. Desenho de todos os lápis numa anunciação. Prenuncio de calmaria após a tempestade. As coisas acontecem sem explicação para explicar o que não se explica nem se entende, o que apenas se sente com saudade e afeto.
A pequena gigante nos trouxe outras leituras, interpretações dos sentidos escondidos nas entrelinhas. Chegou como um raio de sol pela janela do amanhecer, como vida que brota do grão que descansa na umidade do algodão sob a expectativa de uma criança que espera a primeira folha de vida.
Filosofia que remete à busca do pensamento novo, da companhia que acompanha só até a porta da nova festa e volta para dormir mais um pouco, por que o tempo é assim, cedo para alguns, tarde para outros. Hora certa para Sofia. Hora do agora que constrói o entendimento a partir de outra ótica, hora do agora que contradiz regras e planos.
Sofia chegou em nova ordem, fora de série editando nova lógica, pedindo atenção e valorizando a simplicidade de cada inspiração e expiração.
Sofia é guerreira, da turma de Minerva quando roubou o fogo do sol para iluminar os leigos que se julgavam sábios. Chegou como a libélula que saiu do casulo antes do tempo natural, por que já era tarde para começar o processo de voar. Chegou para brincar de pular, simplesmente de pular, por que o mundo estava muito sério, muito ocupado com sabedorias inúteis. Chegou para mudar o ritmo e a ordem.
Sofia redescobriu o mundo de quem estava a sua volta, a sua espera. Chegou com uma malinha minúscula que quando se abriu revelou a imensa bagagem compactada. A filosofia não cabe em si, nem Sofia.
(*) Sofia nasceu prematura, de uma gestação de seis meses, em 25.10.2010. Sua "acompanhante," irmã gêmia não chegou a nascer.
A filosofia ganhou vida, chegou antes da hora esperada. Sofia descobriu seu mundo. Chegou cedo, embora tenha sido acompanhada apenas até a primeira estação por alguém muito especial que precisou voltar ao ponto de origem, havia esquecido parte da bagagem.
A filosofia às vezes perde o sentido e nos deixa só e à procura do próximo pensamento.
Sofia é forte, menina das estrelas e do mundo das miniaturas, chegou para se expandir e exercitar sua grandeza. A filosofia abre portas para grandes e pequenas interrogações, Sofia chegou provocando, surpreendendo, fazendo pensar, indefesa e sem armas no mundo dos gigantes, vencendo batalhas e guerras em silêncio. A filosofia precisa de tão pouco espaço e ao mesmo tempo preenche milhões de corações e mentes.
Sofia é a menor gigante que veio da terra dos titãs, misto de menina e deusa, sua luz vem do fogo das vestais, seus pés são tão pequenos, grandes são seus passos, grande é seu caminho. Ganhou a primeira batalha em meio à pressão do ventre materno. Optou pela vida, optou pelo brilho das estrelas que clareiam as noites escuras.
Filosofia do mundo explicando Sofia. Desenho de todos os lápis numa anunciação. Prenuncio de calmaria após a tempestade. As coisas acontecem sem explicação para explicar o que não se explica nem se entende, o que apenas se sente com saudade e afeto.
A pequena gigante nos trouxe outras leituras, interpretações dos sentidos escondidos nas entrelinhas. Chegou como um raio de sol pela janela do amanhecer, como vida que brota do grão que descansa na umidade do algodão sob a expectativa de uma criança que espera a primeira folha de vida.
Filosofia que remete à busca do pensamento novo, da companhia que acompanha só até a porta da nova festa e volta para dormir mais um pouco, por que o tempo é assim, cedo para alguns, tarde para outros. Hora certa para Sofia. Hora do agora que constrói o entendimento a partir de outra ótica, hora do agora que contradiz regras e planos.
Sofia chegou em nova ordem, fora de série editando nova lógica, pedindo atenção e valorizando a simplicidade de cada inspiração e expiração.
Sofia é guerreira, da turma de Minerva quando roubou o fogo do sol para iluminar os leigos que se julgavam sábios. Chegou como a libélula que saiu do casulo antes do tempo natural, por que já era tarde para começar o processo de voar. Chegou para brincar de pular, simplesmente de pular, por que o mundo estava muito sério, muito ocupado com sabedorias inúteis. Chegou para mudar o ritmo e a ordem.
Sofia redescobriu o mundo de quem estava a sua volta, a sua espera. Chegou com uma malinha minúscula que quando se abriu revelou a imensa bagagem compactada. A filosofia não cabe em si, nem Sofia.
(*) Sofia nasceu prematura, de uma gestação de seis meses, em 25.10.2010. Sua "acompanhante," irmã gêmia não chegou a nascer.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Pra pensar um pouco...
" Assim como uma rua, a vida tem esquinas que
às vezes precisamos dobrar para chegar ao destino." Laércio Lins
às vezes precisamos dobrar para chegar ao destino." Laércio Lins
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Nascente de um rio, nascente de palavras
Autor: Laércio Lins
Assim como o amanhecer e o sol a nascer,
assim como uma planta que brota da semente,
assim como planta revelada pelas as primeiras folhas sobre a terra viva e úmida.
Surge o pensamento a partir silêncio das entrelinhas,
berço das palavras que não podem ser escritas nem faladas,
pensamentos que se transformam em gestos e atitudes,
pensamento, vulcão que explode em ação,
pensamento calmaria após a tempestade, que revela o homem.
Momento de uma chama que invade o peito e a cabeça, queimando como ácido.
Momento de um sentimento que invade o peito e a cabeça, resfriando como gelo.
A sensação de se olhar no espelho e se descobrir, se gostar ou não.
Olhar, visão, ver, perceber, razão, emoção.
Surge as palavras, antes guardadas no útero materno do silêncio.
Surge as idéias, antes perdidas em questões sem respostas.
Antes perdidas em dúvidas.
Surge o homem, misto de Pegaso e Fênix.
Contradição de Ícaro a fugir dos labirintos de Creta,
a se encantar com o sol esquecendo suas asas de cera até cair no mar.
Nasce palavras dos pensamentos.
Busca de Peter Pan por suas fantasias sobre a “terra do nunca”
Silêncio, nascente e berço das palavras sagradas e das palavras malditas.
Silêncio, palavra que não nasceu, não vingou,
Silêncio, expressão sem som, sem fonema.
Silêncio, à espera da grande explosão,
à espera de um Big-bang de frases que revelem o entendimento.
Escuridão à espera da claridade.
Raio gigante à escrever na lousa do infinito,
Raio gigante à escrever na lousa da noite escura.
Silêncio de esperança, surgindo como brisa fertilizando o vazio.
Palavras de esperança, brotando como água da nascente do rio.
www.aostraeaperola.blogspot.com
Assim como o amanhecer e o sol a nascer,
assim como uma planta que brota da semente,
assim como planta revelada pelas as primeiras folhas sobre a terra viva e úmida.
Surge o pensamento a partir silêncio das entrelinhas,
berço das palavras que não podem ser escritas nem faladas,
pensamentos que se transformam em gestos e atitudes,
pensamento, vulcão que explode em ação,
pensamento calmaria após a tempestade, que revela o homem.
Momento de uma chama que invade o peito e a cabeça, queimando como ácido.
Momento de um sentimento que invade o peito e a cabeça, resfriando como gelo.
A sensação de se olhar no espelho e se descobrir, se gostar ou não.
Olhar, visão, ver, perceber, razão, emoção.
Surge as palavras, antes guardadas no útero materno do silêncio.
Surge as idéias, antes perdidas em questões sem respostas.
Antes perdidas em dúvidas.
Surge o homem, misto de Pegaso e Fênix.
Contradição de Ícaro a fugir dos labirintos de Creta,
a se encantar com o sol esquecendo suas asas de cera até cair no mar.
Nasce palavras dos pensamentos.
Busca de Peter Pan por suas fantasias sobre a “terra do nunca”
Silêncio, nascente e berço das palavras sagradas e das palavras malditas.
Silêncio, palavra que não nasceu, não vingou,
Silêncio, expressão sem som, sem fonema.
Silêncio, à espera da grande explosão,
à espera de um Big-bang de frases que revelem o entendimento.
Escuridão à espera da claridade.
Raio gigante à escrever na lousa do infinito,
Raio gigante à escrever na lousa da noite escura.
Silêncio de esperança, surgindo como brisa fertilizando o vazio.
Palavras de esperança, brotando como água da nascente do rio.
www.aostraeaperola.blogspot.com
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
O que você quer ser quando crescer?
Autor: Laércio Lins
Temos falado muito em possibilidades, alternativas, formas e formas de realização de tarefas complexas e temas exaustivos. Temos vivido tempos em que, apesar de toda tecnologia e informação disponível, continuamos com a sensação de que não há tempo suficiente para nossas necessidades.
Hoje gostaria de colocar de lado tudo que parece complicado, quero arriscar e continuar acreditando que é possível soluções simples, que a missão da ciência é explicar a natureza das coisas e as coisas da natureza.
Vamos imaginar uma folha em branco. Quantas possibilidades podem habitar em uma folha em branco? Um texto, uma história, uma notícia, um desenho, uma emoção, um contrato... Poderíamos preencher esta folha com infinitas possibilidades, e depois, quando as alternativas parecessem esgotadas, poderíamos traduzir para outras línguas, o que, em muitos casos mudaria o sentido, devido a interferências culturais e crenças. As possibilidades de utilização de uma simples folha em branco são infinitas. São assim também as possibilidades em nossa vida profissional e pessoal.
Que tal, como exercício, nos imaginarmos uma folha em branco? Quantos temas em nossa vida gostaríamos de modificar, de melhorar e de transformar. Poderíamos mudar o rumo de nossa carreira profissional, ou manter. Aperfeiçoar alguns pontos de nossa história. Para isto, precisaríamos perder o medo e nos focar no que realmente queremos.
Para conseguir algo precisamos saber o que queremos, para chegar em algum lugar, precisamos saber onde. Buscamos resultados, queremos crescer. Muitas vezes precisamos voltar àquela pergunta que nos faziam quando éramos criança, "O que você quer ser quando crescer? Se não encontrarmos a resposta, não estamos com objetivos bem definidos. Precisamos corrigir o texto de nossa história, para isto, precisamos ter um plano, um projeto de vida. Se conseguimos determinar onde queremos chegar, vamos conseguir chegar.
Não é preciso que tenhamos projetos faraônicos, as conquistas devem ser gradativas, na medida de nossos anseios. Cada um de nós tem um papel. Passo a passo se chega ao destino e a chegada também deve ser um novo ponto de partida. No percurso, é importante considerar também, os meios com os quais chegamos ao destino. Ter sucesso é ser feliz, ou não há sentido. Se tratamos nossos projetos com leveza, eles não se tornarão menos importantes, pelo contrário, o trajeto se tornará mais prazeroso e nossa vida menos estressada, e isso, refletirá nos resultados. Soluções simples sem complicações significam avanço, utilização racional dos recursos tecnológicos e da comunicação em benefício do homem.
Quem não escutou a frase "A vida de fulano daria um filme!" Nossa vida pode ser uma poesia, uma tragédia, um drama ou uma comédia. Em condições normais, depende de nossas escolhas, do planejamento que adotamos e da maneira como utilizamos os recursos dos quais dispomos. A falta de um ou outro destes ingredientes, devemos suprir com criatividade. Esta será a diferença na hora de escrever nossa folha em branco.
P.S. Este texto foi baseado em uma de minhas palestras "O que você quer ser quando crescer? "
Laércio Lins é consultor em Gestão Organizacional
www.aostraeaperola.blogspot.com
www.laerciolins.blogspot.com
Temos falado muito em possibilidades, alternativas, formas e formas de realização de tarefas complexas e temas exaustivos. Temos vivido tempos em que, apesar de toda tecnologia e informação disponível, continuamos com a sensação de que não há tempo suficiente para nossas necessidades.
Hoje gostaria de colocar de lado tudo que parece complicado, quero arriscar e continuar acreditando que é possível soluções simples, que a missão da ciência é explicar a natureza das coisas e as coisas da natureza.
Vamos imaginar uma folha em branco. Quantas possibilidades podem habitar em uma folha em branco? Um texto, uma história, uma notícia, um desenho, uma emoção, um contrato... Poderíamos preencher esta folha com infinitas possibilidades, e depois, quando as alternativas parecessem esgotadas, poderíamos traduzir para outras línguas, o que, em muitos casos mudaria o sentido, devido a interferências culturais e crenças. As possibilidades de utilização de uma simples folha em branco são infinitas. São assim também as possibilidades em nossa vida profissional e pessoal.
Que tal, como exercício, nos imaginarmos uma folha em branco? Quantos temas em nossa vida gostaríamos de modificar, de melhorar e de transformar. Poderíamos mudar o rumo de nossa carreira profissional, ou manter. Aperfeiçoar alguns pontos de nossa história. Para isto, precisaríamos perder o medo e nos focar no que realmente queremos.
Para conseguir algo precisamos saber o que queremos, para chegar em algum lugar, precisamos saber onde. Buscamos resultados, queremos crescer. Muitas vezes precisamos voltar àquela pergunta que nos faziam quando éramos criança, "O que você quer ser quando crescer? Se não encontrarmos a resposta, não estamos com objetivos bem definidos. Precisamos corrigir o texto de nossa história, para isto, precisamos ter um plano, um projeto de vida. Se conseguimos determinar onde queremos chegar, vamos conseguir chegar.
Não é preciso que tenhamos projetos faraônicos, as conquistas devem ser gradativas, na medida de nossos anseios. Cada um de nós tem um papel. Passo a passo se chega ao destino e a chegada também deve ser um novo ponto de partida. No percurso, é importante considerar também, os meios com os quais chegamos ao destino. Ter sucesso é ser feliz, ou não há sentido. Se tratamos nossos projetos com leveza, eles não se tornarão menos importantes, pelo contrário, o trajeto se tornará mais prazeroso e nossa vida menos estressada, e isso, refletirá nos resultados. Soluções simples sem complicações significam avanço, utilização racional dos recursos tecnológicos e da comunicação em benefício do homem.
Quem não escutou a frase "A vida de fulano daria um filme!" Nossa vida pode ser uma poesia, uma tragédia, um drama ou uma comédia. Em condições normais, depende de nossas escolhas, do planejamento que adotamos e da maneira como utilizamos os recursos dos quais dispomos. A falta de um ou outro destes ingredientes, devemos suprir com criatividade. Esta será a diferença na hora de escrever nossa folha em branco.
P.S. Este texto foi baseado em uma de minhas palestras "O que você quer ser quando crescer? "
Laércio Lins é consultor em Gestão Organizacional
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