Ostra e Pérola. Estéticas diferentes que revelam equilíbrio e perfeição. A beleza, a verdade e a liberdade são escolhas, estão no olhar de quem vê.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Concepção e parto de uma poesia
Autor: Laércio Lins
A transformar preto e branco em cores, é assim à primeira vista.
A transformar pensamentos em palavras, são assim os primeiros sons e as primeiras linhas.
A transformar o silêncio em linguagem, feito mímica, surge a voz do olhar e do pensamento.
A transformar passos em caminhos, é assim a primeira viagem. Um enorme trem de histórias.
Surge fadas, gaivotas, esculturas e um universo imaginário.
Surge templos, naves, deuses e demônios, céus e infernos.
Surge estrelas, pedras e luzes, muitas luzes.
Luzes que fazem brilhar a língua lusitana, revelando formas, desenhando pés, bocas e mãos.
Nasce assim a primeira frase. Frágil e tímida, delicada e clara.
Surge assim um grande amor,
surge assim, poesia,
surgiu assim, quase tudo.
A lapidar pedras brutas, ostras e pérolas a batizar em água e sal o próprio destino, o próprio rumo.
Contemplação à poesia que em forma de mulher se recita, ressuscita, surge e ressurge.
Montada em um cavalo alado sobrevoa montanhas, pântanos, colinas e castelos.
Ora flor, ora luz, ora mar, ora ar.
Lindos pés, alicerces na construção de um texto, sustentação de uma obra de arte.
Imagens. Lágrimas, risos e aplausos. Fantástico cenário imaginário, fantástico mundo imaginário, tanto quanto real.
A busca pela perfeição torna possível o impossível.
Beber o néctar das flores, beber na fonte da vida a água da fonte divina.
Entre sentimentos, entre fragmentos de alegria ou de dor nasce o texto, explodido, sem regras.
Entre estilhaços surge a palavra, a estrofe, o verso, a rima, como um amanhecer.
Concebido e expelido como num parto, erguido como um troféu pelas mãos do poeta, moldado e esculpido como uma escultura do centro da praça de uma cidade imaginária, minha cidade imaginária, que se alimenta e vive nas páginas de seu próprio encanto.
Encantos de beleza essencial e de complementos.
Encontro entre o concreto e a abstração, por que sentimento é preciso e não é exato.
Formas, cores, cheiros, silêncio e som ritmado, cadência do coração marcando a vida que segue.
Ostra e ao mesmo tempo Pérola.
Agora um silêncio, tudo é calmaria, uma leve brisa sopra o berço do próximo poema. Não muito distante, sons de violinos ensaiam a trilha sonora pra outras histórias.
www.aostraeaperola.blogspot.com
A transformar preto e branco em cores, é assim à primeira vista.
A transformar pensamentos em palavras, são assim os primeiros sons e as primeiras linhas.
A transformar o silêncio em linguagem, feito mímica, surge a voz do olhar e do pensamento.
A transformar passos em caminhos, é assim a primeira viagem. Um enorme trem de histórias.
Surge fadas, gaivotas, esculturas e um universo imaginário.
Surge templos, naves, deuses e demônios, céus e infernos.
Surge estrelas, pedras e luzes, muitas luzes.
Luzes que fazem brilhar a língua lusitana, revelando formas, desenhando pés, bocas e mãos.
Nasce assim a primeira frase. Frágil e tímida, delicada e clara.
Surge assim um grande amor,
surge assim, poesia,
surgiu assim, quase tudo.
A lapidar pedras brutas, ostras e pérolas a batizar em água e sal o próprio destino, o próprio rumo.
Contemplação à poesia que em forma de mulher se recita, ressuscita, surge e ressurge.
Montada em um cavalo alado sobrevoa montanhas, pântanos, colinas e castelos.
Ora flor, ora luz, ora mar, ora ar.
Lindos pés, alicerces na construção de um texto, sustentação de uma obra de arte.
Imagens. Lágrimas, risos e aplausos. Fantástico cenário imaginário, fantástico mundo imaginário, tanto quanto real.
A busca pela perfeição torna possível o impossível.
Beber o néctar das flores, beber na fonte da vida a água da fonte divina.
Entre sentimentos, entre fragmentos de alegria ou de dor nasce o texto, explodido, sem regras.
Entre estilhaços surge a palavra, a estrofe, o verso, a rima, como um amanhecer.
Concebido e expelido como num parto, erguido como um troféu pelas mãos do poeta, moldado e esculpido como uma escultura do centro da praça de uma cidade imaginária, minha cidade imaginária, que se alimenta e vive nas páginas de seu próprio encanto.
Encantos de beleza essencial e de complementos.
Encontro entre o concreto e a abstração, por que sentimento é preciso e não é exato.
Formas, cores, cheiros, silêncio e som ritmado, cadência do coração marcando a vida que segue.
Ostra e ao mesmo tempo Pérola.
Agora um silêncio, tudo é calmaria, uma leve brisa sopra o berço do próximo poema. Não muito distante, sons de violinos ensaiam a trilha sonora pra outras histórias.
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sábado, 20 de agosto de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Mão que conduz
Autor: Laércio Lins
A força orientada pela sensibilidade se transforma em afago, carinho que guia, educa e orienta.
O olhar que insiste em ver resulta em descoberta que ensina novos caminhos, por que ser pai não é apenas ter filhos, e sim, transformá-los em pessoas melhores.
Locomotiva a guiar nos trilhos. Ser presente, aprender com a novidade, ver no filho ou filha a oportunidade de se prolongar no futuro e de se reinventar.
Se alimentar da raiz. Ser árvore, cujos frutos sejam alimento, certeza de continuidade e esperança.
Se encontrar nos filhos como em um espelho que volta as imagens e o tempo, se rever criança, voltar ao começo.
Por que ser pai é compreender que é hora de conduzir, ser ponte que transporta da ilha ao continente. Seguir uma estrela e guiar pelo deserto, muitas vezes sem saber o caminho, até o ponto do nascimento ou renascimento.
Por que ser pai é ser “sim” e algumas vezes ser “não” e mesmo sem compreender ser explicação.
A todos os pais por seu dia. Salve 14.08.2011
A força orientada pela sensibilidade se transforma em afago, carinho que guia, educa e orienta.
O olhar que insiste em ver resulta em descoberta que ensina novos caminhos, por que ser pai não é apenas ter filhos, e sim, transformá-los em pessoas melhores.
Locomotiva a guiar nos trilhos. Ser presente, aprender com a novidade, ver no filho ou filha a oportunidade de se prolongar no futuro e de se reinventar.
Se alimentar da raiz. Ser árvore, cujos frutos sejam alimento, certeza de continuidade e esperança.
Se encontrar nos filhos como em um espelho que volta as imagens e o tempo, se rever criança, voltar ao começo.
Por que ser pai é compreender que é hora de conduzir, ser ponte que transporta da ilha ao continente. Seguir uma estrela e guiar pelo deserto, muitas vezes sem saber o caminho, até o ponto do nascimento ou renascimento.
Por que ser pai é ser “sim” e algumas vezes ser “não” e mesmo sem compreender ser explicação.
A todos os pais por seu dia. Salve 14.08.2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Amor e sonho
Autor: Laércio Lins (Texto e gravura)
Não sei se é verdade por ser poesia,
não sei se é poesia por ser verdade,
mesmo que para uns, seja apenas fantasia.
Leve, como é leve a paz.
Se fosse o sonho um encanto, eu adormeceria
e dormindo renasceria,
Já que o sonho é porta livre que permite o vôo mais alto
e o brilho mais brilhante, corre o mundo num instante,
alheio ao tempo, noite e dia.
O amor vem desse laço, dessa mistura, desse traço,
e encontra em cada sonho a harmonia dos braços.
Amor é semente plantada nas profundezas da terra
que a acolhe até brotar.
Não sei se é poema por ser fantasia,
ou realidade por ser poesia.
Mesmo que, para poucos seja clareza e para outros, incerteza,
prefiro ver como abrigo que guarda a sabedoria,
magia da plantação que revela os segredos do chão,
que revela o segredo das ondas compondo a dança do mar.
Inspirar e expirar. Respirar é segredo do ar.
Se o sonho é uma janela, que permite o olhar mais fundo,
nele viajo e encontro o tempo todo em um segundo.
Descubro assim, novos mundos desenhados com outros traços.
O amor vem desse espaço, descansa no olhar e no abraço,
se amplia em cada encontro, cada cheiro e cada laço.
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domingo, 31 de julho de 2011
O pássaro e o poeta
Autor: Laércio Lins (Texto e gravura)
Assobiar,
o assobio me lembra bico
e o bico me lembra pássaros
e os pássaros me lembram asas.
Pássaro enquanto poeta, me ponho a voar.
Dar asas ao pensamento,
no vôo encontro a poesia
e a poesia me transporta solto
e solto, me sinto livre.
Livre enquanto pássaro. Preciso voar.
Viajar em pensamento,
na viagem encontro o motivo
e o motivo me faz feliz
e feliz me sinto em paz.
Em paz enquanto pássaro.
Poeta preciso a voar.
Sonhar com o vôo da gaivota,
da águia, do condor e do gavião,
da asa branca, do urubu ou do avião.
Asa da perdiz, do pensamento e do vento.
Pegar uma rota certeira, fechar os olhos e partir,
abraçado ao vôo do tempo.
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domingo, 24 de julho de 2011
Chuva
Autor: Laércio Lins
Nuvem cobrindo as estrelas, escurece o céu pra chover.
Na secura da terra, gotas d água são abraços
mudando a paisagem, acabando a estiagem.
Chão seco, agora molhado,
chuva baixando a poeira,
chuva apagando a fogueira,
chuva lavando a poesia.
chuva escorrendo na face
chuva esfriando o cansaço
Chão seco, agora encharcado,
pensamento novo, molhado. Raios e trovões,
sentimento confuso entre a seca e estiagem.
Inerte palma, cacto, planta,
enquanto a alma se espanta
a poesia acalanta,
meu coração se encanta
contemplando este chover.
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Nuvem cobrindo as estrelas, escurece o céu pra chover.
Na secura da terra, gotas d água são abraços
mudando a paisagem, acabando a estiagem.
Chão seco, agora molhado,
chuva baixando a poeira,
chuva apagando a fogueira,
chuva lavando a poesia.
chuva escorrendo na face
chuva esfriando o cansaço
Chão seco, agora encharcado,
pensamento novo, molhado. Raios e trovões,
sentimento confuso entre a seca e estiagem.
Inerte palma, cacto, planta,
enquanto a alma se espanta
a poesia acalanta,
meu coração se encanta
contemplando este chover.
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quinta-feira, 14 de julho de 2011
Há uma Fênix em cada um de nós
Autor: Laércio Lins
O homem sempre esteve e estará procurando a felicidade. Os povos antigos o fizeram através da mitologia buscando explicações para seus enigmas e suas dúvidas. Houveram guerras, tempestades e furacões, no entanto, o alvo sempre foi ser feliz.
Buscamos a novidade, construímos nossos castelos, nossos fantasmas e nossos heróis, buscamos o equilíbrio e o bem estar. Viveremos erros e acertos e o tempo contará nossa história enquanto existi arte, ciência e o sentimento de esperança, Pandora, quando abriu sua caixa, plantou este sentimento em nós.
A energia do fogo trazido à humanidade por Minerva, deusa da sabedoria e das artes e por Prometeu, que se tornou símbolo da força de vontade e da resistência à opressão, devido aos castigos, aos quais, foi submetido por Júpiter o rei dos deuses, nos mantém aquecidos para o próximo jogo, para o próximo passo e para a próxima dança.
A mitologia, assim como a filosofia, trazia aos gregos na antigüidade, explicações para tudo que não fosse exato, o pensamento pagão era fundamentado nas ações dos deuses e dos mitos. Cada deus era um especialista. Minerva, deusa da sabedoria e das artes, era a explicação para a sensibilidade e aptidão para as manifestações artísticas e filosóficas. O deus Netuno, explicava a fúria da natureza e os fenômenos relativos à água, trovões, tempestades, furacões e inundações. Essa maneira de crer nos deuses e mitos proporcionava explicações para o surgimento do universo e da humanidade Cada mito levava em sua história uma ação que explicasse um sentimento. Entre eles, a Fênix, um pássaro que, segundo a crença dos antigos povos, se auto extinguia em chamas a cada 500 anos de vida e logo após ressurgia das próprias cinzas, continua nos ensinando o sentimento de recomeçar e de ressurgir diante das adversidades, às quais, a vida nos submete.
Da dúvida, da perseverança e da paixão pelo saber surgiu a ciência. De idéias simples surgiram grandes descobertas e as grandes invenções. O treinamento e a insistência de um atleta, na busca pela perfeição, resulta na conquista de uma medalha ou de um novo recorde. Antes de disparar sua flecha, um arqueiro planeja a trajetória da seta, considerando as influências do vento e a distância até o alvo, esta ação amplia as possibilidades de atingir o objetivo. Estes exemplos nos estimular na luta por nossos metas e nossos sonhos.
A cada manhã, acordamos e nos abrimos às novidades de mais um dia, ressurgimos através de decisões e escolhas que nos permitem continuar buscando novas oportunidades.
Enquanto profissionais nos abrimos ao direito de continuar construindo, inovando e criando. Enquanto homens e mulheres, nos permitimos às descobertas e ao auto conhecimento em um processo de melhoria continua e crescimento interior.
Há uma Fênix em cada um de nós, precisamos alimentar este pássaro forte que nos permite voar para novas jornadas e novos cenários, que nos conduz a novas descobertas e novas realizações. Em nossas vidas há espaço para a razão e para a emoção, para o empirismo e para a teoria, para a prática e para a técnica, para o drama e para a comédia, tudo isto nos completa. Em cada um de nós habita a certeza de que, a cada manhã renascemos para o próximo ato nesse lindo teatro chamado terra onde encenamos uma magnifica peça teatral chamada vida.
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O homem sempre esteve e estará procurando a felicidade. Os povos antigos o fizeram através da mitologia buscando explicações para seus enigmas e suas dúvidas. Houveram guerras, tempestades e furacões, no entanto, o alvo sempre foi ser feliz.
Buscamos a novidade, construímos nossos castelos, nossos fantasmas e nossos heróis, buscamos o equilíbrio e o bem estar. Viveremos erros e acertos e o tempo contará nossa história enquanto existi arte, ciência e o sentimento de esperança, Pandora, quando abriu sua caixa, plantou este sentimento em nós.
A energia do fogo trazido à humanidade por Minerva, deusa da sabedoria e das artes e por Prometeu, que se tornou símbolo da força de vontade e da resistência à opressão, devido aos castigos, aos quais, foi submetido por Júpiter o rei dos deuses, nos mantém aquecidos para o próximo jogo, para o próximo passo e para a próxima dança.
A mitologia, assim como a filosofia, trazia aos gregos na antigüidade, explicações para tudo que não fosse exato, o pensamento pagão era fundamentado nas ações dos deuses e dos mitos. Cada deus era um especialista. Minerva, deusa da sabedoria e das artes, era a explicação para a sensibilidade e aptidão para as manifestações artísticas e filosóficas. O deus Netuno, explicava a fúria da natureza e os fenômenos relativos à água, trovões, tempestades, furacões e inundações. Essa maneira de crer nos deuses e mitos proporcionava explicações para o surgimento do universo e da humanidade Cada mito levava em sua história uma ação que explicasse um sentimento. Entre eles, a Fênix, um pássaro que, segundo a crença dos antigos povos, se auto extinguia em chamas a cada 500 anos de vida e logo após ressurgia das próprias cinzas, continua nos ensinando o sentimento de recomeçar e de ressurgir diante das adversidades, às quais, a vida nos submete.
Da dúvida, da perseverança e da paixão pelo saber surgiu a ciência. De idéias simples surgiram grandes descobertas e as grandes invenções. O treinamento e a insistência de um atleta, na busca pela perfeição, resulta na conquista de uma medalha ou de um novo recorde. Antes de disparar sua flecha, um arqueiro planeja a trajetória da seta, considerando as influências do vento e a distância até o alvo, esta ação amplia as possibilidades de atingir o objetivo. Estes exemplos nos estimular na luta por nossos metas e nossos sonhos.
A cada manhã, acordamos e nos abrimos às novidades de mais um dia, ressurgimos através de decisões e escolhas que nos permitem continuar buscando novas oportunidades.
Enquanto profissionais nos abrimos ao direito de continuar construindo, inovando e criando. Enquanto homens e mulheres, nos permitimos às descobertas e ao auto conhecimento em um processo de melhoria continua e crescimento interior.
Há uma Fênix em cada um de nós, precisamos alimentar este pássaro forte que nos permite voar para novas jornadas e novos cenários, que nos conduz a novas descobertas e novas realizações. Em nossas vidas há espaço para a razão e para a emoção, para o empirismo e para a teoria, para a prática e para a técnica, para o drama e para a comédia, tudo isto nos completa. Em cada um de nós habita a certeza de que, a cada manhã renascemos para o próximo ato nesse lindo teatro chamado terra onde encenamos uma magnifica peça teatral chamada vida.
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terça-feira, 12 de julho de 2011
Cegueira e visão
Autor: Laércio Lins
A beleza, a verdade e a liberdade são escolhas, estão no olhar de quem vê e no coração de quem sente.
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A beleza, a verdade e a liberdade são escolhas, estão no olhar de quem vê e no coração de quem sente.
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sexta-feira, 8 de julho de 2011
Infância
Autor: Laércio Lins (Texto e gravura)
Um mundo, um jardim.
Músicas dos sinos da igreja
e cheiros dos canaviais.
Festa, um show, a luz do sol sobre a praça.
Nova era, outra era, outra esfera.
A diferença entre a rosa e a flor.
O encanto era vento, sopro que me transformou.
Um espaço, hora tempo, entre olá e alô.
Paz e às vezes medo do fim do mundo descrito por meu avô.
O futuro era um lugar onde existiam telefones sem fio.
Tudo preto no branco. Em outras horas, cor.
Giz, pincéis, carvão, lápis de cor
Lindas telas, o artista, a escultura. Artes e o pintor.
No quintal fauna, flora, espinho, mato e flor.
Entre peixes, entre rios, entre serras.
Meu amor era de pedra e depois desabou,
se fez ar e voou na fantasia da namorada que inventei.
Açúcar na usina, mel.
A palavra e o silêncio, brincadeiras, correrias na rua,
“Passarás,” “Pega soltou,” “Rouba bandeira” e “Garrafão.”
Bola de gude e pião.
Gastronomia de reis e rainhas: Quebra-queixo, bolo, picolé e pirulito,
Arma pra todas as guerras: Boné, estilingue e apito.
Far West, cenário de um cavalo de vassoura.
Noites de estrelas, vagalumes e contos de assombração.
Lendas do castelo encantado da Serra da Prata.
Universo de meu sonho real de menino.
Tempo, um templo que me transformou no que sou.
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