Ostra e Pérola. Estéticas diferentes que revelam equilíbrio e perfeição. A beleza, a verdade e a liberdade são escolhas, estão no olhar de quem vê.
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quinta-feira, 15 de março de 2012
domingo, 23 de outubro de 2011
Resta
Autor: Laércio Lins
Resta a resta da fresta da porta,
o rastro de espuma depois do navio
o traço de fumaça depois do avião
o rastro da saudade do amor que sumiu
Resta o passo do homem que segue sozinho
Resta o rastro no fim do caminho
o sopro do vento girando o moinho
A vida no pássaro, o ovo no ninho.
Resta o trovão depois do relâmpago,
resta a fumaça depois da explosão
resta a lava depois do vulcão.
Depois do fogo, da água e do ar, resta o chão
www.aostraeaperola.blogspot.com
Resta a resta da fresta da porta,
o rastro de espuma depois do navio
o traço de fumaça depois do avião
o rastro da saudade do amor que sumiu
Resta o passo do homem que segue sozinho
Resta o rastro no fim do caminho
o sopro do vento girando o moinho
A vida no pássaro, o ovo no ninho.
Resta o trovão depois do relâmpago,
resta a fumaça depois da explosão
resta a lava depois do vulcão.
Depois do fogo, da água e do ar, resta o chão
www.aostraeaperola.blogspot.com
quarta-feira, 16 de março de 2011
A Poesia
Autor: Laércio Lins
O que é isso?
Esse universo será o ar? Ou água?
O que é isso?
Esta beleza será flor?
Ou uma folha planando seca ao vento?
O que será?
Água de coco? Mel de abelhas?
Não deve ser.
Tem cheiro seco de sândalo
e brilho de purpurina.
Às vezes mistério, misto de sensações,
sentimentos de paz e guerra,
mistura de mulher e menina.
Às vezes bruxa, duende, em outras horas fada-madrinha.
Não deve ser uma pedra, muito menos um metal,
tem a luz dos vaga-lumes, piscando no pensamento,
tem o vôo das gaivotas, viajando céu a dentro.
Flui leve qual gota d água,
flui morna tal uma lágrima.
O que é isso? um furacão?
Acho que não.
Tem o silêncio das larvas que escorrem de um vulcão,
os sentidos do samurai e a inquietude da procura.
Poderia ser a chuva abraçada à ventania,
Ou o encontro entre a noite e o dia
ou simplesmente orvalho ao amanhecer.
Poderia ser a lua ou desabrochar de primavera,
anunciação de chuva, abertura, recomeço, sinais de uma nova era.
Poderia ser açúcar, sal, pimenta, todo tempero,
poderia ser motivo, razão ou mesmo um cheiro,
mas, tudo seria pouco para definir, com certeza, esta obra,
que assume forma de poema e prosa com a mesma sutileza
que se transforma em pintura, e dá vida a uma tela.
Explicação? Não há. Simplesmente poesia.
Visite também meu blog corporativo www.laerciolins.blogspot.com
O que é isso?
Esse universo será o ar? Ou água?
O que é isso?
Esta beleza será flor?
Ou uma folha planando seca ao vento?
O que será?
Água de coco? Mel de abelhas?
Não deve ser.
Tem cheiro seco de sândalo
e brilho de purpurina.
Às vezes mistério, misto de sensações,
sentimentos de paz e guerra,
mistura de mulher e menina.
Às vezes bruxa, duende, em outras horas fada-madrinha.
Não deve ser uma pedra, muito menos um metal,
tem a luz dos vaga-lumes, piscando no pensamento,
tem o vôo das gaivotas, viajando céu a dentro.
Flui leve qual gota d água,
flui morna tal uma lágrima.
O que é isso? um furacão?
Acho que não.
Tem o silêncio das larvas que escorrem de um vulcão,
os sentidos do samurai e a inquietude da procura.
Poderia ser a chuva abraçada à ventania,
Ou o encontro entre a noite e o dia
ou simplesmente orvalho ao amanhecer.
Poderia ser a lua ou desabrochar de primavera,
anunciação de chuva, abertura, recomeço, sinais de uma nova era.
Poderia ser açúcar, sal, pimenta, todo tempero,
poderia ser motivo, razão ou mesmo um cheiro,
mas, tudo seria pouco para definir, com certeza, esta obra,
que assume forma de poema e prosa com a mesma sutileza
que se transforma em pintura, e dá vida a uma tela.
Explicação? Não há. Simplesmente poesia.
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