Autor: Laércio Lins
A filosofia ganhou vida, chegou antes da hora esperada. Sofia descobriu seu mundo. Chegou cedo, embora tenha sido acompanhada apenas até a primeira estação por alguém muito especial que precisou voltar ao ponto de origem, havia esquecido parte da bagagem.
A filosofia às vezes perde o sentido e nos deixa só e à procura do próximo pensamento.
Sofia é forte, menina das estrelas e do mundo das miniaturas, chegou para se expandir e exercitar sua grandeza. A filosofia abre portas para grandes e pequenas interrogações, Sofia chegou provocando, surpreendendo, fazendo pensar, indefesa e sem armas no mundo dos gigantes, vencendo batalhas e guerras em silêncio. A filosofia precisa de tão pouco espaço e ao mesmo tempo preenche milhões de corações e mentes.
Sofia é a menor gigante que veio da terra dos titãs, misto de menina e deusa, sua luz vem do fogo das vestais, seus pés são tão pequenos, grandes são seus passos, grande é seu caminho. Ganhou a primeira batalha em meio à pressão do ventre materno. Optou pela vida, optou pelo brilho das estrelas que clareiam as noites escuras.
Filosofia do mundo explicando Sofia. Desenho de todos os lápis numa anunciação. Prenuncio de calmaria após a tempestade. As coisas acontecem sem explicação para explicar o que não se explica nem se entende, o que apenas se sente com saudade e afeto.
A pequena gigante nos trouxe outras leituras, interpretações dos sentidos escondidos nas entrelinhas. Chegou como um raio de sol pela janela do amanhecer, como vida que brota do grão que descansa na umidade do algodão sob a expectativa de uma criança que espera a primeira folha de vida.
Filosofia que remete à busca do pensamento novo, da companhia que acompanha só até a porta da nova festa e volta para dormir mais um pouco, por que o tempo é assim, cedo para alguns, tarde para outros. Hora certa para Sofia. Hora do agora que constrói o entendimento a partir de outra ótica, hora do agora que contradiz regras e planos.
Sofia chegou em nova ordem, fora de série editando nova lógica, pedindo atenção e valorizando a simplicidade de cada inspiração e expiração.
Sofia é guerreira, da turma de Minerva quando roubou o fogo do sol para iluminar os leigos que se julgavam sábios. Chegou como a libélula que saiu do casulo antes do tempo natural, por que já era tarde para começar o processo de voar. Chegou para brincar de pular, simplesmente de pular, por que o mundo estava muito sério, muito ocupado com sabedorias inúteis. Chegou para mudar o ritmo e a ordem.
Sofia redescobriu o mundo de quem estava a sua volta, a sua espera. Chegou com uma malinha minúscula que quando se abriu revelou a imensa bagagem compactada. A filosofia não cabe em si, nem Sofia.
(*) Sofia nasceu prematura, de uma gestação de seis meses, em 25.10.2010. Sua "acompanhante," irmã gêmia não chegou a nascer.
Ostra e Pérola. Estéticas diferentes que revelam equilíbrio e perfeição. A beleza, a verdade e a liberdade são escolhas, estão no olhar de quem vê.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Pra pensar um pouco...
" Assim como uma rua, a vida tem esquinas que
às vezes precisamos dobrar para chegar ao destino." Laércio Lins
às vezes precisamos dobrar para chegar ao destino." Laércio Lins
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Nascente de um rio, nascente de palavras
Autor: Laércio Lins
Assim como o amanhecer e o sol a nascer,
assim como uma planta que brota da semente,
assim como planta revelada pelas as primeiras folhas sobre a terra viva e úmida.
Surge o pensamento a partir silêncio das entrelinhas,
berço das palavras que não podem ser escritas nem faladas,
pensamentos que se transformam em gestos e atitudes,
pensamento, vulcão que explode em ação,
pensamento calmaria após a tempestade, que revela o homem.
Momento de uma chama que invade o peito e a cabeça, queimando como ácido.
Momento de um sentimento que invade o peito e a cabeça, resfriando como gelo.
A sensação de se olhar no espelho e se descobrir, se gostar ou não.
Olhar, visão, ver, perceber, razão, emoção.
Surge as palavras, antes guardadas no útero materno do silêncio.
Surge as idéias, antes perdidas em questões sem respostas.
Antes perdidas em dúvidas.
Surge o homem, misto de Pegaso e Fênix.
Contradição de Ícaro a fugir dos labirintos de Creta,
a se encantar com o sol esquecendo suas asas de cera até cair no mar.
Nasce palavras dos pensamentos.
Busca de Peter Pan por suas fantasias sobre a “terra do nunca”
Silêncio, nascente e berço das palavras sagradas e das palavras malditas.
Silêncio, palavra que não nasceu, não vingou,
Silêncio, expressão sem som, sem fonema.
Silêncio, à espera da grande explosão,
à espera de um Big-bang de frases que revelem o entendimento.
Escuridão à espera da claridade.
Raio gigante à escrever na lousa do infinito,
Raio gigante à escrever na lousa da noite escura.
Silêncio de esperança, surgindo como brisa fertilizando o vazio.
Palavras de esperança, brotando como água da nascente do rio.
www.aostraeaperola.blogspot.com
Assim como o amanhecer e o sol a nascer,
assim como uma planta que brota da semente,
assim como planta revelada pelas as primeiras folhas sobre a terra viva e úmida.
Surge o pensamento a partir silêncio das entrelinhas,
berço das palavras que não podem ser escritas nem faladas,
pensamentos que se transformam em gestos e atitudes,
pensamento, vulcão que explode em ação,
pensamento calmaria após a tempestade, que revela o homem.
Momento de uma chama que invade o peito e a cabeça, queimando como ácido.
Momento de um sentimento que invade o peito e a cabeça, resfriando como gelo.
A sensação de se olhar no espelho e se descobrir, se gostar ou não.
Olhar, visão, ver, perceber, razão, emoção.
Surge as palavras, antes guardadas no útero materno do silêncio.
Surge as idéias, antes perdidas em questões sem respostas.
Antes perdidas em dúvidas.
Surge o homem, misto de Pegaso e Fênix.
Contradição de Ícaro a fugir dos labirintos de Creta,
a se encantar com o sol esquecendo suas asas de cera até cair no mar.
Nasce palavras dos pensamentos.
Busca de Peter Pan por suas fantasias sobre a “terra do nunca”
Silêncio, nascente e berço das palavras sagradas e das palavras malditas.
Silêncio, palavra que não nasceu, não vingou,
Silêncio, expressão sem som, sem fonema.
Silêncio, à espera da grande explosão,
à espera de um Big-bang de frases que revelem o entendimento.
Escuridão à espera da claridade.
Raio gigante à escrever na lousa do infinito,
Raio gigante à escrever na lousa da noite escura.
Silêncio de esperança, surgindo como brisa fertilizando o vazio.
Palavras de esperança, brotando como água da nascente do rio.
www.aostraeaperola.blogspot.com
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
O que você quer ser quando crescer?
Autor: Laércio Lins
Temos falado muito em possibilidades, alternativas, formas e formas de realização de tarefas complexas e temas exaustivos. Temos vivido tempos em que, apesar de toda tecnologia e informação disponível, continuamos com a sensação de que não há tempo suficiente para nossas necessidades.
Hoje gostaria de colocar de lado tudo que parece complicado, quero arriscar e continuar acreditando que é possível soluções simples, que a missão da ciência é explicar a natureza das coisas e as coisas da natureza.
Vamos imaginar uma folha em branco. Quantas possibilidades podem habitar em uma folha em branco? Um texto, uma história, uma notícia, um desenho, uma emoção, um contrato... Poderíamos preencher esta folha com infinitas possibilidades, e depois, quando as alternativas parecessem esgotadas, poderíamos traduzir para outras línguas, o que, em muitos casos mudaria o sentido, devido a interferências culturais e crenças. As possibilidades de utilização de uma simples folha em branco são infinitas. São assim também as possibilidades em nossa vida profissional e pessoal.
Que tal, como exercício, nos imaginarmos uma folha em branco? Quantos temas em nossa vida gostaríamos de modificar, de melhorar e de transformar. Poderíamos mudar o rumo de nossa carreira profissional, ou manter. Aperfeiçoar alguns pontos de nossa história. Para isto, precisaríamos perder o medo e nos focar no que realmente queremos.
Para conseguir algo precisamos saber o que queremos, para chegar em algum lugar, precisamos saber onde. Buscamos resultados, queremos crescer. Muitas vezes precisamos voltar àquela pergunta que nos faziam quando éramos criança, "O que você quer ser quando crescer? Se não encontrarmos a resposta, não estamos com objetivos bem definidos. Precisamos corrigir o texto de nossa história, para isto, precisamos ter um plano, um projeto de vida. Se conseguimos determinar onde queremos chegar, vamos conseguir chegar.
Não é preciso que tenhamos projetos faraônicos, as conquistas devem ser gradativas, na medida de nossos anseios. Cada um de nós tem um papel. Passo a passo se chega ao destino e a chegada também deve ser um novo ponto de partida. No percurso, é importante considerar também, os meios com os quais chegamos ao destino. Ter sucesso é ser feliz, ou não há sentido. Se tratamos nossos projetos com leveza, eles não se tornarão menos importantes, pelo contrário, o trajeto se tornará mais prazeroso e nossa vida menos estressada, e isso, refletirá nos resultados. Soluções simples sem complicações significam avanço, utilização racional dos recursos tecnológicos e da comunicação em benefício do homem.
Quem não escutou a frase "A vida de fulano daria um filme!" Nossa vida pode ser uma poesia, uma tragédia, um drama ou uma comédia. Em condições normais, depende de nossas escolhas, do planejamento que adotamos e da maneira como utilizamos os recursos dos quais dispomos. A falta de um ou outro destes ingredientes, devemos suprir com criatividade. Esta será a diferença na hora de escrever nossa folha em branco.
P.S. Este texto foi baseado em uma de minhas palestras "O que você quer ser quando crescer? "
Laércio Lins é consultor em Gestão Organizacional
www.aostraeaperola.blogspot.com
www.laerciolins.blogspot.com
Temos falado muito em possibilidades, alternativas, formas e formas de realização de tarefas complexas e temas exaustivos. Temos vivido tempos em que, apesar de toda tecnologia e informação disponível, continuamos com a sensação de que não há tempo suficiente para nossas necessidades.
Hoje gostaria de colocar de lado tudo que parece complicado, quero arriscar e continuar acreditando que é possível soluções simples, que a missão da ciência é explicar a natureza das coisas e as coisas da natureza.
Vamos imaginar uma folha em branco. Quantas possibilidades podem habitar em uma folha em branco? Um texto, uma história, uma notícia, um desenho, uma emoção, um contrato... Poderíamos preencher esta folha com infinitas possibilidades, e depois, quando as alternativas parecessem esgotadas, poderíamos traduzir para outras línguas, o que, em muitos casos mudaria o sentido, devido a interferências culturais e crenças. As possibilidades de utilização de uma simples folha em branco são infinitas. São assim também as possibilidades em nossa vida profissional e pessoal.
Que tal, como exercício, nos imaginarmos uma folha em branco? Quantos temas em nossa vida gostaríamos de modificar, de melhorar e de transformar. Poderíamos mudar o rumo de nossa carreira profissional, ou manter. Aperfeiçoar alguns pontos de nossa história. Para isto, precisaríamos perder o medo e nos focar no que realmente queremos.
Para conseguir algo precisamos saber o que queremos, para chegar em algum lugar, precisamos saber onde. Buscamos resultados, queremos crescer. Muitas vezes precisamos voltar àquela pergunta que nos faziam quando éramos criança, "O que você quer ser quando crescer? Se não encontrarmos a resposta, não estamos com objetivos bem definidos. Precisamos corrigir o texto de nossa história, para isto, precisamos ter um plano, um projeto de vida. Se conseguimos determinar onde queremos chegar, vamos conseguir chegar.
Não é preciso que tenhamos projetos faraônicos, as conquistas devem ser gradativas, na medida de nossos anseios. Cada um de nós tem um papel. Passo a passo se chega ao destino e a chegada também deve ser um novo ponto de partida. No percurso, é importante considerar também, os meios com os quais chegamos ao destino. Ter sucesso é ser feliz, ou não há sentido. Se tratamos nossos projetos com leveza, eles não se tornarão menos importantes, pelo contrário, o trajeto se tornará mais prazeroso e nossa vida menos estressada, e isso, refletirá nos resultados. Soluções simples sem complicações significam avanço, utilização racional dos recursos tecnológicos e da comunicação em benefício do homem.
Quem não escutou a frase "A vida de fulano daria um filme!" Nossa vida pode ser uma poesia, uma tragédia, um drama ou uma comédia. Em condições normais, depende de nossas escolhas, do planejamento que adotamos e da maneira como utilizamos os recursos dos quais dispomos. A falta de um ou outro destes ingredientes, devemos suprir com criatividade. Esta será a diferença na hora de escrever nossa folha em branco.
P.S. Este texto foi baseado em uma de minhas palestras "O que você quer ser quando crescer? "
Laércio Lins é consultor em Gestão Organizacional
www.aostraeaperola.blogspot.com
www.laerciolins.blogspot.com
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Pés para os caminhos, asas para os horizontes
Autor: Laércio Lins
Gosto de quem solta a poesia amordaçada e se encanta nas entrelinhas dos versos. A poesia precisa de liberdade para dar asas ao sonho. Gosto de pés, não importa a direção que apontam, eles sempre apontam caminhos em direção à chegada. Os passos enfrentam a solidão da estrada, os pés não “olham” para trás, se encantam com a novidade dos próximos passos. A estrada já trilhada deve trazer apenas as boas lembranças enquanto os pés nos levam a momentos melhores, outros traços e desenhos que traduzam sentimentos claros, sentimentos de sol ou de lua.
Pés, passos e caminhos compondo um verso novo, que revele outros sonhos para serem sonhados, por que sem sonho nada existe, o sonho despe a alma para ser vestida com realidade. A cadência das pulsações do coração revela o ritmo da poesia que é a vida de cada um de nós, as batidas no peito se alteram com o sorriso e com os passos em direção ao abraço, passos da vida que há em todas as trilhas, alma dos pés que pisam com firmeza e motivo, direção de quem sabe aonde vai.
O sol e a brisa no rosto de quem, quando cansa, senta, descansa, levanta e continua. O olhar de quem não desiste, de quem insiste, persiste e segue os pés que apontam para o horizonte cheio de amanhecer, cheio de futuro e descobertas, cheio de esperança.
Pés para todos os passos, passos para todos os caminhos em direção a todos os encontros e encantos. Poesias para todos os sentimentos, para todas as palavras, ou mesmo, para todo silêncio.
Portas e caminhos que acordam cedo, recomeçar e amanhecer. Vôos para todos os pássaros, asas para todos os ventos, um brinde para quem degusta a vida como se fosse vinho. Apesar do fogo que queima, a Fênix renasce no ninho.
www.aostraeaperola.blogspot.com
Gosto de quem solta a poesia amordaçada e se encanta nas entrelinhas dos versos. A poesia precisa de liberdade para dar asas ao sonho. Gosto de pés, não importa a direção que apontam, eles sempre apontam caminhos em direção à chegada. Os passos enfrentam a solidão da estrada, os pés não “olham” para trás, se encantam com a novidade dos próximos passos. A estrada já trilhada deve trazer apenas as boas lembranças enquanto os pés nos levam a momentos melhores, outros traços e desenhos que traduzam sentimentos claros, sentimentos de sol ou de lua.
Pés, passos e caminhos compondo um verso novo, que revele outros sonhos para serem sonhados, por que sem sonho nada existe, o sonho despe a alma para ser vestida com realidade. A cadência das pulsações do coração revela o ritmo da poesia que é a vida de cada um de nós, as batidas no peito se alteram com o sorriso e com os passos em direção ao abraço, passos da vida que há em todas as trilhas, alma dos pés que pisam com firmeza e motivo, direção de quem sabe aonde vai.
O sol e a brisa no rosto de quem, quando cansa, senta, descansa, levanta e continua. O olhar de quem não desiste, de quem insiste, persiste e segue os pés que apontam para o horizonte cheio de amanhecer, cheio de futuro e descobertas, cheio de esperança.
Pés para todos os passos, passos para todos os caminhos em direção a todos os encontros e encantos. Poesias para todos os sentimentos, para todas as palavras, ou mesmo, para todo silêncio.
Portas e caminhos que acordam cedo, recomeçar e amanhecer. Vôos para todos os pássaros, asas para todos os ventos, um brinde para quem degusta a vida como se fosse vinho. Apesar do fogo que queima, a Fênix renasce no ninho.
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Sabores
Autor: Laércio Lins
Sabores momentos, sabores pessoas.
Simplesmente sabores.
Beijo açúcar, amor melancia, às vezes maçã.
Sabores lugares, sabores ao vento.
Conversa Kiwi, olhar guaraná, pensar sapotí.
Sabores caminhos, sabor de esperança.
Infância morango, pitomba, azeitona,
jaboticaba criança.
Sabores estradas, sabores do tempo.
Desenho manga, carambola ou pitanga.
Sabores noturnos, sabores que invento.
Boca sorriso, sabores de dentro.
Sabores da alma, leveza do vinho,
sabores dos gestos, sabores carinho.
Sabores da brisa, paisagens do mar.
Sabores da vida, sabor pensamento
Abraço cacau, encontro no tempo
Teu sabor açaí me encontrou tamarino,
te olhei, te mandei meu sabor de menino.
Leia outros textos em www.aostraeaperola.blogspot.com
Sabores momentos, sabores pessoas.
Simplesmente sabores.
Beijo açúcar, amor melancia, às vezes maçã.
Sabores lugares, sabores ao vento.
Conversa Kiwi, olhar guaraná, pensar sapotí.
Sabores caminhos, sabor de esperança.
Infância morango, pitomba, azeitona,
jaboticaba criança.
Sabores estradas, sabores do tempo.
Desenho manga, carambola ou pitanga.
Sabores noturnos, sabores que invento.
Boca sorriso, sabores de dentro.
Sabores da alma, leveza do vinho,
sabores dos gestos, sabores carinho.
Sabores da brisa, paisagens do mar.
Sabores da vida, sabor pensamento
Abraço cacau, encontro no tempo
Teu sabor açaí me encontrou tamarino,
te olhei, te mandei meu sabor de menino.
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010
A Fada Madrinha ou a Mãe Filosofia
Auto: Laércio Lins
Certo dia quando o vento ainda soprava frio, apareceu uma fada e me ofereceu agasalho. Não eram vestes de pano ou de lã. A fada me abraçou como mãe a embalar o filho e sugeriu algumas cenas para o enredo de minha vida. Não me sinto uma pessoa comum, embora seja. Lembro todos os dias do "mito da caverna" quando um dos homens acorrentados em sua própria escuridão resolveu sair para a claridade.
A noite é mãe do dia e os homens procuram o calor do colo, de um colo de mulher que seja refúgio para seus delírios, sonhos, inseguranças e desejos. Freud tentava explicar este sentimento.
A felicidade parece intangível e intocável. Acredito que a felicidade mora no encontro do calor do colo com a claridade da saída da caverna, essa é a única maneira de fazer o vento parar de soprar frio. Assim como a noite é mãe do dia, o vento frio é interior, pai do gelo.
Ganhei da fada madrinha o último raio de sol de um fim de tarde inesquecível. Pela janela havia um rio. Um rio, símbolo de vida, água corrente em direção ao oceano onde navegam os sonhos dos pescadores, do poetas, das gaivotas e os peixes.
Assim foi meu encontro com a fada, assim como o vinho seco, forte no primeiro gole, mas, que depois suaviza e aquece a alma. A felicidade parece várias coisas ao mesmo tempo e está em vários lugares. Muito provavelmente a fada quis me falar de amor enquanto eu sonhava acordado. Falou do frio e do calor, da escuridão e da claridade, da importância da água e do fogo para um coração que bate em ritmo de uma tarde de verão. Me senti duende, capaz de voar. A fada encantada me trouxe um sorriso quando meu sentimento havia entardecido, ela me fez entender que cavamos nossas cavernas, no entanto, se lembrarmos de Pandora, encontramos sempre um fio de esperança saindo de sua caixa maravilhosa, assim como, a Fênix nos promove o renascimento.
A maior virtude do dragão é fazer o guerreiro entender que é forte o suficiente para vencê-lo e que tudo é possível, é assim a natureza. Assim como o frio, o dragão é interno, é o medo que se transforma em estímulo para a coragem.
Certo dia quando o vento ainda soprava frio, descobri que não estava só e que às vezes sou azedo, foi então que percebi que precisava amadurecer para ficar doce, ainda não consegui, mas, vez por outra a fada me diz que estou melhorando e depois some durante séculos com a desculpa que está esperando meu processo de lapidação.
Hoje o vento voltou a soprar frio e me trouxe muitas perguntas sem respostas, matéria prima para novas descobertas e ao mesmo tempo a certeza de que, apesar do frio, sempre posso dividir um pouco de calor, a fada me ensinou.
Certo dia quando o vento ainda soprava frio, apareceu uma fada e me ofereceu agasalho. Não eram vestes de pano ou de lã. A fada me abraçou como mãe a embalar o filho e sugeriu algumas cenas para o enredo de minha vida. Não me sinto uma pessoa comum, embora seja. Lembro todos os dias do "mito da caverna" quando um dos homens acorrentados em sua própria escuridão resolveu sair para a claridade.
A noite é mãe do dia e os homens procuram o calor do colo, de um colo de mulher que seja refúgio para seus delírios, sonhos, inseguranças e desejos. Freud tentava explicar este sentimento.
A felicidade parece intangível e intocável. Acredito que a felicidade mora no encontro do calor do colo com a claridade da saída da caverna, essa é a única maneira de fazer o vento parar de soprar frio. Assim como a noite é mãe do dia, o vento frio é interior, pai do gelo.
Ganhei da fada madrinha o último raio de sol de um fim de tarde inesquecível. Pela janela havia um rio. Um rio, símbolo de vida, água corrente em direção ao oceano onde navegam os sonhos dos pescadores, do poetas, das gaivotas e os peixes.
Assim foi meu encontro com a fada, assim como o vinho seco, forte no primeiro gole, mas, que depois suaviza e aquece a alma. A felicidade parece várias coisas ao mesmo tempo e está em vários lugares. Muito provavelmente a fada quis me falar de amor enquanto eu sonhava acordado. Falou do frio e do calor, da escuridão e da claridade, da importância da água e do fogo para um coração que bate em ritmo de uma tarde de verão. Me senti duende, capaz de voar. A fada encantada me trouxe um sorriso quando meu sentimento havia entardecido, ela me fez entender que cavamos nossas cavernas, no entanto, se lembrarmos de Pandora, encontramos sempre um fio de esperança saindo de sua caixa maravilhosa, assim como, a Fênix nos promove o renascimento.
A maior virtude do dragão é fazer o guerreiro entender que é forte o suficiente para vencê-lo e que tudo é possível, é assim a natureza. Assim como o frio, o dragão é interno, é o medo que se transforma em estímulo para a coragem.
Certo dia quando o vento ainda soprava frio, descobri que não estava só e que às vezes sou azedo, foi então que percebi que precisava amadurecer para ficar doce, ainda não consegui, mas, vez por outra a fada me diz que estou melhorando e depois some durante séculos com a desculpa que está esperando meu processo de lapidação.
Hoje o vento voltou a soprar frio e me trouxe muitas perguntas sem respostas, matéria prima para novas descobertas e ao mesmo tempo a certeza de que, apesar do frio, sempre posso dividir um pouco de calor, a fada me ensinou.
Equilíbrio
Autor: Laércio Lins
Seja no passado, no presente ou no futuro o homem sempre esteve e estará procurando a felicidade. Os povos antigos o fizeram através da mitologia buscando explicações para seus enigmas e suas dúvidas. Houveram guerras, tempestades e ventanias, no entanto, o foco foi e será ser feliz. Buscamos o novo através da Internet e dos meios de comunicação, construímos nossos castelos, nossos fantasmas e nossos heróis. Lidamos com nossos medos e buscamos o equilíbrio e o bem estar. A humanidade sempre viverá erros e acertos, o tempo contará nossa história enquanto existirem os poetas e o sentimento de esperança, Pandora, quando abriu a caixa, conseguiu revelar este sentimento em cada um de nós. A energia do fogo do sol trazido por Minerva e Prometeu nos mantém aquecidos para o próximo jogo, para o próximo passo, para a próxima dança.
Recomeçar com a fênix, ressurgir das cinzas após cada momento de dificuldade, renascer a cada manhã como um girassol voltado para a luz. Em tudo há espaço para a razão e para a emoção, para o empírico e para a técnica, para o drama e para a comédia. Quadro emoldurado pela arte e pela ciência criando cenários sem limites e fronteiras. Desenho na tela de um sonho, estética e sentimentos de uma poesia, desejos contidos em corações dispostos ao recomeço, sensação do dever cumprido após o trabalho, leveza da pipa inocente e criança a voar apenas pelo prazer de sentir o vento.
Em nossos corações existe a certeza de que, a cada manhã renascemos para um próximo ato nesse lindo teatro chamado terra, onde somos personagens e encenamos uma magnifica peça chamada vida.
Seja no passado, no presente ou no futuro o homem sempre esteve e estará procurando a felicidade. Os povos antigos o fizeram através da mitologia buscando explicações para seus enigmas e suas dúvidas. Houveram guerras, tempestades e ventanias, no entanto, o foco foi e será ser feliz. Buscamos o novo através da Internet e dos meios de comunicação, construímos nossos castelos, nossos fantasmas e nossos heróis. Lidamos com nossos medos e buscamos o equilíbrio e o bem estar. A humanidade sempre viverá erros e acertos, o tempo contará nossa história enquanto existirem os poetas e o sentimento de esperança, Pandora, quando abriu a caixa, conseguiu revelar este sentimento em cada um de nós. A energia do fogo do sol trazido por Minerva e Prometeu nos mantém aquecidos para o próximo jogo, para o próximo passo, para a próxima dança.
Recomeçar com a fênix, ressurgir das cinzas após cada momento de dificuldade, renascer a cada manhã como um girassol voltado para a luz. Em tudo há espaço para a razão e para a emoção, para o empírico e para a técnica, para o drama e para a comédia. Quadro emoldurado pela arte e pela ciência criando cenários sem limites e fronteiras. Desenho na tela de um sonho, estética e sentimentos de uma poesia, desejos contidos em corações dispostos ao recomeço, sensação do dever cumprido após o trabalho, leveza da pipa inocente e criança a voar apenas pelo prazer de sentir o vento.
Em nossos corações existe a certeza de que, a cada manhã renascemos para um próximo ato nesse lindo teatro chamado terra, onde somos personagens e encenamos uma magnifica peça chamada vida.
sábado, 7 de agosto de 2010
Uma folha em branco
Autor Laércio Lins
Serve para guardar segredos.
contar o tempo, história e supre as falhas da memória.
Nela gravo o que sinto, nela sinto o que escrevo.
Folha em branco é a espera de uma frase em si cravada,
a traduzir um encontro ou descrever uma estrada.
Folha em branco eras tu, percebi e me fiz letra.
Me grafei em tuas linhas e descansei em teu papel,
misturei tua brancura a meu sentimento azul,
te pintei de amarelo e brilhante cor de luz.
Hoje história, folha és.
Cabeçalho, rodapés, tua cabeça, tuas mãos, teus pés.
Teu encanto me seduz.
O texto, um conteúdo, descanso para tantas letras,
folha branca, como és bela.
Poderias ser de pano, ou, quem sabe, uma tela.
Não importa, és espaço para o sonho,
aconchego do poema que componho.
Revelas meu sentimento e te revelar comigo.
Me transportas a outros campos, outros mares,
outras estrelas, outras terras, outros ares.
Me revelas novos olhares, outras idéias e me lanças frente ao espelho,
me refletes e me ensinas a traduzir meus encantos,
meus desencantos e meus medos.
Obrigado, folha branca, vou terminar este enredo. Me espere.
Outra hora vou te escrever um segredo,
que pode ser uma verdade, uma mentira, ou a saga de um brinquedo.
Me escreverei em ti,
meus sonhos e minha vida.
Serve para guardar segredos.
contar o tempo, história e supre as falhas da memória.
Nela gravo o que sinto, nela sinto o que escrevo.
Folha em branco é a espera de uma frase em si cravada,
a traduzir um encontro ou descrever uma estrada.
Folha em branco eras tu, percebi e me fiz letra.
Me grafei em tuas linhas e descansei em teu papel,
misturei tua brancura a meu sentimento azul,
te pintei de amarelo e brilhante cor de luz.
Hoje história, folha és.
Cabeçalho, rodapés, tua cabeça, tuas mãos, teus pés.
Teu encanto me seduz.
O texto, um conteúdo, descanso para tantas letras,
folha branca, como és bela.
Poderias ser de pano, ou, quem sabe, uma tela.
Não importa, és espaço para o sonho,
aconchego do poema que componho.
Revelas meu sentimento e te revelar comigo.
Me transportas a outros campos, outros mares,
outras estrelas, outras terras, outros ares.
Me revelas novos olhares, outras idéias e me lanças frente ao espelho,
me refletes e me ensinas a traduzir meus encantos,
meus desencantos e meus medos.
Obrigado, folha branca, vou terminar este enredo. Me espere.
Outra hora vou te escrever um segredo,
que pode ser uma verdade, uma mentira, ou a saga de um brinquedo.
Me escreverei em ti,
meus sonhos e minha vida.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Sofisticadamente Simples
Autor: Laércio Lins
A correnteza, os mares,
o sopro dos ventos,
o brilho dos astros,
o brilho da lua...
...a água.
O aperto de mãos,
a palavra amiga,
o abraço apertado,
o beijo no rosto...
...o olhar.
O barulho da chuva,
a dureza das pedras,
a leveza das nuvens...
...o ar.
O brinquedo, a criança,
As brincadeiras de roda,
a esfera, uma bola,
o olhar da boneca...
...o sorriso.
O verde das folhas, os frutos
o gelo, a neve, o frio,
o claro, o escuro,
o sereno, o orvalho...
...a flor.
A conversa amistosa,
o chopp gelado,
a palavra, o pensamento,
a amizade, o encontr...
...o amor.
A correnteza, os mares,
o sopro dos ventos,
o brilho dos astros,
o brilho da lua...
...a água.
O aperto de mãos,
a palavra amiga,
o abraço apertado,
o beijo no rosto...
...o olhar.
O barulho da chuva,
a dureza das pedras,
a leveza das nuvens...
...o ar.
O brinquedo, a criança,
As brincadeiras de roda,
a esfera, uma bola,
o olhar da boneca...
...o sorriso.
O verde das folhas, os frutos
o gelo, a neve, o frio,
o claro, o escuro,
o sereno, o orvalho...
...a flor.
A conversa amistosa,
o chopp gelado,
a palavra, o pensamento,
a amizade, o encontr...
...o amor.
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