Ostra e Pérola. Estéticas diferentes que revelam equilíbrio e perfeição. A beleza, a verdade e a liberdade são escolhas, estão no olhar de quem vê.
sábado, 23 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Poema pensado
Autor: Laércio Lins
As possibilidades moram nas entrelinhas, o pensamento é muito mais rápido que a palavra escrita ou falada... Esta frase está em um texto meu que jamais escreverei, trata de um poema pensado, fruto das entrelinhas e por isso não apareceria no papel. Trata-se de um poema guardado na solidão de uma folha em branco, não pode ser lido, apenas sentido.
Razão: www.laerciolins.blogspot.com.br
Emoção: www.aostraeaperola.blogspot.com.br
As possibilidades moram nas entrelinhas, o pensamento é muito mais rápido que a palavra escrita ou falada... Esta frase está em um texto meu que jamais escreverei, trata de um poema pensado, fruto das entrelinhas e por isso não apareceria no papel. Trata-se de um poema guardado na solidão de uma folha em branco, não pode ser lido, apenas sentido.
Razão: www.laerciolins.blogspot.com.br
Emoção: www.aostraeaperola.blogspot.com.br
terça-feira, 12 de abril de 2011
Otimismo
Autor: Laércio Lins
Não é por acaso, nada é por acaso. Olhe bem a bela obra da natureza que é você, se locomove, respira, fala, pensa e vê. Uma obra de arte viva que sente e transforma.
Se estiver triste por algo que não aconteceu como você esperava, lembre que tens amigos, família e a cama quentinha no final do dia. De manhã o sol sorrir pra você e também não é por acaso, você já pensou que pode ser para iluminar sua cabeça e criar saídas para aquele problema que insiste em te preocupar?
Os dias se repetem trazendo de presente 86400 segundos de crédito para todos nós. Oportunidade para corrigir os erros e tentar outra vez, oportunidade também para repetir os acertos. Esqueça as mágoas, as angustias e o pessimismo, estes sentimentos só liberam toxinas e substâncias nocivas à saúde. Abra alas para o otimismo.
Se estiver alegre, amplie, não economize sorriso, contagie as pessoas que estiverem perto de você, deseje um “bom dia” com toda sua energia, essa atitude pode mudar para melhor a vida de alguém. Olhe nos olhos, escute. Ser feliz é uma questão de escolha.
Visite também www.laerciolins.blogspot.com
Não é por acaso, nada é por acaso. Olhe bem a bela obra da natureza que é você, se locomove, respira, fala, pensa e vê. Uma obra de arte viva que sente e transforma.
Se estiver triste por algo que não aconteceu como você esperava, lembre que tens amigos, família e a cama quentinha no final do dia. De manhã o sol sorrir pra você e também não é por acaso, você já pensou que pode ser para iluminar sua cabeça e criar saídas para aquele problema que insiste em te preocupar?
Os dias se repetem trazendo de presente 86400 segundos de crédito para todos nós. Oportunidade para corrigir os erros e tentar outra vez, oportunidade também para repetir os acertos. Esqueça as mágoas, as angustias e o pessimismo, estes sentimentos só liberam toxinas e substâncias nocivas à saúde. Abra alas para o otimismo.
Se estiver alegre, amplie, não economize sorriso, contagie as pessoas que estiverem perto de você, deseje um “bom dia” com toda sua energia, essa atitude pode mudar para melhor a vida de alguém. Olhe nos olhos, escute. Ser feliz é uma questão de escolha.
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segunda-feira, 4 de abril de 2011
olhar e Ver, verdades e Verdades
Autor: Laércio Lins
O tempo parece girar mais rápido, parece não ser suficiente. Há muito tempo assisto televisão, outro dia consegui “ver” televisão, talvez por obra e graça de uma taça de vinho. Quase nada do que vejo lá é real, programas de designer e efeitos especiais em tudo, carros que voam e sentem desejo por determinada marca de combustível, refrigerantes que fazem voar ou dão asas, imagens mixadas e sobrepostas, detergente cujo cheiro, põe qualquer ambiente com cheiro de paraíso, pessoas descartadas por não ter “mil e uma utilidade." Temos comprado um mundo cada dia mais irreal. Até batatas! Existe batatas com sabor de tudo, exceto de batatas.
Adoro evolução, tecnologia e inovação, mas, está demais, tem coisas que não precisam ser reinventadas, há um tempo só tenho bebido água com sabor limão, uva ou maçã, esqueci que a água pura serve pra saciar a sede e me peguei dizendo que não gosto de beber água, preciso reaprender as utilidades e efeitos da água.
Pra quem não gosta de bebida alcóolica existe umas bebidas bem suaves e com títulos refrescantes, quase água, apenas 5% de teor alcóolico, é como se alguém quisesse dizer: essa é tranquila, vicia só um pouquinho e você fica na moda na “balada.”
Outro dia fui a um show e me emocionei com um solo de bateria na abertura. Me decepcionei quando a nuvem de fumaça dissipou no ar, o baterista se atrasou e o solo iniciou primeiro. Olhei em volta e a esta altura já havia pessoas extasiados, em transe com o som. Se eu quisesse gravação ficaria em casa ouvindo CD. Pra completar minha decepção, a voz e harmonia, durante muitos anos degustada em CD ou DVD, do grupo de sucesso internacional, parecia um show de calouros quando a banda arriscava algum número ao vivo.
Lendo “o mito da caverna” descobri que cada um tem sua verdade. Hoje vejo estas referências sendo desintegradas e reinventadas, trocadas por imagens e sons que enchem de lixo virtual, meu computador e minha cabeça.
Tenho tentado perceber as coisas com mais clareza, é preciso identificar os enganos. Somos apenas mais um planeta ou estrela a girar no universo, ser diferente é assumir o próprio papel, é segregar o joio do trigo, (outro pensamento antigo). Para atrair o equilíbrio precisamos seguir as leis naturais e isso fará a diferença.
Não é preciso ser do contra, mas, é preciso ser críticos pra não engolir qualquer coisa. Quem engole qualquer coisa, depois precisa “pagar” mil abdominais por dia ou se submeter a lipoaspiração pra virar “tanquinho.” Uma conversa puxa outra, depois continuo...
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O tempo parece girar mais rápido, parece não ser suficiente. Há muito tempo assisto televisão, outro dia consegui “ver” televisão, talvez por obra e graça de uma taça de vinho. Quase nada do que vejo lá é real, programas de designer e efeitos especiais em tudo, carros que voam e sentem desejo por determinada marca de combustível, refrigerantes que fazem voar ou dão asas, imagens mixadas e sobrepostas, detergente cujo cheiro, põe qualquer ambiente com cheiro de paraíso, pessoas descartadas por não ter “mil e uma utilidade." Temos comprado um mundo cada dia mais irreal. Até batatas! Existe batatas com sabor de tudo, exceto de batatas.
Adoro evolução, tecnologia e inovação, mas, está demais, tem coisas que não precisam ser reinventadas, há um tempo só tenho bebido água com sabor limão, uva ou maçã, esqueci que a água pura serve pra saciar a sede e me peguei dizendo que não gosto de beber água, preciso reaprender as utilidades e efeitos da água.
Pra quem não gosta de bebida alcóolica existe umas bebidas bem suaves e com títulos refrescantes, quase água, apenas 5% de teor alcóolico, é como se alguém quisesse dizer: essa é tranquila, vicia só um pouquinho e você fica na moda na “balada.”
Outro dia fui a um show e me emocionei com um solo de bateria na abertura. Me decepcionei quando a nuvem de fumaça dissipou no ar, o baterista se atrasou e o solo iniciou primeiro. Olhei em volta e a esta altura já havia pessoas extasiados, em transe com o som. Se eu quisesse gravação ficaria em casa ouvindo CD. Pra completar minha decepção, a voz e harmonia, durante muitos anos degustada em CD ou DVD, do grupo de sucesso internacional, parecia um show de calouros quando a banda arriscava algum número ao vivo.
Lendo “o mito da caverna” descobri que cada um tem sua verdade. Hoje vejo estas referências sendo desintegradas e reinventadas, trocadas por imagens e sons que enchem de lixo virtual, meu computador e minha cabeça.
Tenho tentado perceber as coisas com mais clareza, é preciso identificar os enganos. Somos apenas mais um planeta ou estrela a girar no universo, ser diferente é assumir o próprio papel, é segregar o joio do trigo, (outro pensamento antigo). Para atrair o equilíbrio precisamos seguir as leis naturais e isso fará a diferença.
Não é preciso ser do contra, mas, é preciso ser críticos pra não engolir qualquer coisa. Quem engole qualquer coisa, depois precisa “pagar” mil abdominais por dia ou se submeter a lipoaspiração pra virar “tanquinho.” Uma conversa puxa outra, depois continuo...
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sábado, 26 de março de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
Tempos modernos
Autor: Laércio Lins
Sabemos que a correria é grande, a tecnologia é veloz, mas, a atenção e os sentimentos humanos não mudam, desde a criação.
O silêncio distancia as pessoas e os caminhos se desencontram. Alguns simples telefonemas no meio do dia podem salvar relações, a máxima “não tive tempo” parece gravação de sucesso na boca do povo. Pena saber que há tanta tecnologia disponível e que a maioria das pessoas não sabe ou não quer tirar proveito para encurtar distâncias.
Pessoas mergulham em solidão diante de centenas de amigos na tela do computador. De site em site, na maioria das vezes sem saber o que procuram, acreditam navegar em um mar de informações e se sentem donos da sabedoria e do poder. É a mesma ansiedade de entrar numa livraria e achar que tem o conhecimento de todos os livros, ao mesmo tempo que não consegui concentração para ler uma única frase.
Tudo é muito novo, tudo aconteceu muito rápido, pensar que não se vive mais sem telefone celular ou sem internet me deixa inseguro, há crianças no Japão reaprendendo escrever por que só sabem teclar.
Lembro quando eu era criança e meu pai me deu uma calculadora eletrônica, o evento causou rebuliço na vizinhança, isso não faz muito tempo e hoje a velha calculadora é avó do computador, peça de museu.
Tenho esperança de que chegará o dia em que o ser humano descobrirá como usou errado os recursos disponíveis, nesse dia a tecnologia passará a unir pessoas e não para afastar, servirá para curar e não para ferir. Quando esse dia chegar a tecnologia trabalhará por nós e sobrará tempo pra convivência, para os encontros, para a conversa frente a frente e para o abraço. Será revalidado o prazer de falar para a mulher ou marido, namorada ou namorado, amiga ou amigo, filhos e irmãos a frase “Eu te amo,” com a boca e os olhos dizendo a mesma coisa, aí sim, estaremos entrando em um mundo civilizado e vivendo tempos modernos.
Visite www.laerciolins.blogspot.com
Sabemos que a correria é grande, a tecnologia é veloz, mas, a atenção e os sentimentos humanos não mudam, desde a criação.
O silêncio distancia as pessoas e os caminhos se desencontram. Alguns simples telefonemas no meio do dia podem salvar relações, a máxima “não tive tempo” parece gravação de sucesso na boca do povo. Pena saber que há tanta tecnologia disponível e que a maioria das pessoas não sabe ou não quer tirar proveito para encurtar distâncias.
Pessoas mergulham em solidão diante de centenas de amigos na tela do computador. De site em site, na maioria das vezes sem saber o que procuram, acreditam navegar em um mar de informações e se sentem donos da sabedoria e do poder. É a mesma ansiedade de entrar numa livraria e achar que tem o conhecimento de todos os livros, ao mesmo tempo que não consegui concentração para ler uma única frase.
Tudo é muito novo, tudo aconteceu muito rápido, pensar que não se vive mais sem telefone celular ou sem internet me deixa inseguro, há crianças no Japão reaprendendo escrever por que só sabem teclar.
Lembro quando eu era criança e meu pai me deu uma calculadora eletrônica, o evento causou rebuliço na vizinhança, isso não faz muito tempo e hoje a velha calculadora é avó do computador, peça de museu.
Tenho esperança de que chegará o dia em que o ser humano descobrirá como usou errado os recursos disponíveis, nesse dia a tecnologia passará a unir pessoas e não para afastar, servirá para curar e não para ferir. Quando esse dia chegar a tecnologia trabalhará por nós e sobrará tempo pra convivência, para os encontros, para a conversa frente a frente e para o abraço. Será revalidado o prazer de falar para a mulher ou marido, namorada ou namorado, amiga ou amigo, filhos e irmãos a frase “Eu te amo,” com a boca e os olhos dizendo a mesma coisa, aí sim, estaremos entrando em um mundo civilizado e vivendo tempos modernos.
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quarta-feira, 16 de março de 2011
A Poesia
Autor: Laércio Lins
O que é isso?
Esse universo será o ar? Ou água?
O que é isso?
Esta beleza será flor?
Ou uma folha planando seca ao vento?
O que será?
Água de coco? Mel de abelhas?
Não deve ser.
Tem cheiro seco de sândalo
e brilho de purpurina.
Às vezes mistério, misto de sensações,
sentimentos de paz e guerra,
mistura de mulher e menina.
Às vezes bruxa, duende, em outras horas fada-madrinha.
Não deve ser uma pedra, muito menos um metal,
tem a luz dos vaga-lumes, piscando no pensamento,
tem o vôo das gaivotas, viajando céu a dentro.
Flui leve qual gota d água,
flui morna tal uma lágrima.
O que é isso? um furacão?
Acho que não.
Tem o silêncio das larvas que escorrem de um vulcão,
os sentidos do samurai e a inquietude da procura.
Poderia ser a chuva abraçada à ventania,
Ou o encontro entre a noite e o dia
ou simplesmente orvalho ao amanhecer.
Poderia ser a lua ou desabrochar de primavera,
anunciação de chuva, abertura, recomeço, sinais de uma nova era.
Poderia ser açúcar, sal, pimenta, todo tempero,
poderia ser motivo, razão ou mesmo um cheiro,
mas, tudo seria pouco para definir, com certeza, esta obra,
que assume forma de poema e prosa com a mesma sutileza
que se transforma em pintura, e dá vida a uma tela.
Explicação? Não há. Simplesmente poesia.
Visite também meu blog corporativo www.laerciolins.blogspot.com
O que é isso?
Esse universo será o ar? Ou água?
O que é isso?
Esta beleza será flor?
Ou uma folha planando seca ao vento?
O que será?
Água de coco? Mel de abelhas?
Não deve ser.
Tem cheiro seco de sândalo
e brilho de purpurina.
Às vezes mistério, misto de sensações,
sentimentos de paz e guerra,
mistura de mulher e menina.
Às vezes bruxa, duende, em outras horas fada-madrinha.
Não deve ser uma pedra, muito menos um metal,
tem a luz dos vaga-lumes, piscando no pensamento,
tem o vôo das gaivotas, viajando céu a dentro.
Flui leve qual gota d água,
flui morna tal uma lágrima.
O que é isso? um furacão?
Acho que não.
Tem o silêncio das larvas que escorrem de um vulcão,
os sentidos do samurai e a inquietude da procura.
Poderia ser a chuva abraçada à ventania,
Ou o encontro entre a noite e o dia
ou simplesmente orvalho ao amanhecer.
Poderia ser a lua ou desabrochar de primavera,
anunciação de chuva, abertura, recomeço, sinais de uma nova era.
Poderia ser açúcar, sal, pimenta, todo tempero,
poderia ser motivo, razão ou mesmo um cheiro,
mas, tudo seria pouco para definir, com certeza, esta obra,
que assume forma de poema e prosa com a mesma sutileza
que se transforma em pintura, e dá vida a uma tela.
Explicação? Não há. Simplesmente poesia.
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terça-feira, 8 de março de 2011
8 de março
Autor: Laércio Lins (Texto e gravura)
Que tua força e encanto sejam eternos
e tua bravura sempre terna.
Que teus pés tracem teus caminhos
em teus verões ou invernos.
Que tenhas agasalhos quando há frio,
que encontres sempre o ombro amigo,
que tuas lágrimas sejam de alegria,
que amanheças a cada dia.
E cada dia seja teu dia, não só hoje.
Por que és fonte de vida e levas em ti o amor mais puro.
Que surjam vitórias de tuas guerras, grande guerreira.
Por que és MULHER !!!
Salve 8 de março, dia internacional da mulher
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Máscaras
Autor: Laércio Lins
A vida são máscaras. No teatro a lágrima e o riso, na vida a fantasia conta histórias reais.
Adolescentes se enfeitam, raspam a cabeça e são “Ronaldos”. Mulheres se enfeitam e se pintam.
Personagens. Atores, poetas e artistas explicam o inexplicável. A máscara do super-herói ou a máscara e a marca do Zorro na tela. Pintura, a máscara da aquarela, enquanto nos bares e nas ruas a vida flui como um rio.
Máscaras surrealistas de Dali distorcendo o tempo. Máscaras de Da Vince no sorriso sarcástico e irônico de Monalisa, máscaras de um preso na cela no enredo da novela.
Os loucos se confraternizam em suas camisas-de-força abraçados ao próprio corpo a espera de raios e trovões. Sob o céu escaldante e sobre o chão seco e rachado o sertanejo sofre a máscara sub humana da estiagem apegado à fé sobrenatural.
Folias nas máscaras natalescas e carnavalinas, máscaras revelando as fantasias. Máscaras doces do mel da usina ou salgadas como as salinas.
Os Homens fluem em mares de descobertas à procura de novidades que expliquem coisas antigas. Filosofia, história e ciência, máscaras da arte. Máscaras dos sistemas, a parte no todo e o todo na parte.
A vida são máscaras que se revelam a cada olhar. Na rua, cai a menina na ilusão da máscara da noite sem amanhecer. No circo nasce o riso da máscara do palhaço, cai no conto o feitiço das bruxas e surge das fadas a máscara do encanto. O beijo é a máscara do desejo
Da voz nasce a palavra, o grito e o espanto que se transformam em máscaras do medo. O silêncio é a máscara do segredo.
Olhar e não ver, a cegueira é a máscara da visão, prima e irmã da escuridão. A noite é máscara do dia que insiste em apagar a clareza, no entanto, é vencida pela fantasia que revela e cria. A máscara do destino revela o enredo, máscaras do drama e da comédia fechando as cortinas no final do primeiro ato, máscara do conto, da prosa e da poesia.
Visite www.laerciolins.blogspot.com Espero você lá.
A vida são máscaras. No teatro a lágrima e o riso, na vida a fantasia conta histórias reais.
Adolescentes se enfeitam, raspam a cabeça e são “Ronaldos”. Mulheres se enfeitam e se pintam.
Personagens. Atores, poetas e artistas explicam o inexplicável. A máscara do super-herói ou a máscara e a marca do Zorro na tela. Pintura, a máscara da aquarela, enquanto nos bares e nas ruas a vida flui como um rio.
Máscaras surrealistas de Dali distorcendo o tempo. Máscaras de Da Vince no sorriso sarcástico e irônico de Monalisa, máscaras de um preso na cela no enredo da novela.
Os loucos se confraternizam em suas camisas-de-força abraçados ao próprio corpo a espera de raios e trovões. Sob o céu escaldante e sobre o chão seco e rachado o sertanejo sofre a máscara sub humana da estiagem apegado à fé sobrenatural.
Folias nas máscaras natalescas e carnavalinas, máscaras revelando as fantasias. Máscaras doces do mel da usina ou salgadas como as salinas.
Os Homens fluem em mares de descobertas à procura de novidades que expliquem coisas antigas. Filosofia, história e ciência, máscaras da arte. Máscaras dos sistemas, a parte no todo e o todo na parte.
A vida são máscaras que se revelam a cada olhar. Na rua, cai a menina na ilusão da máscara da noite sem amanhecer. No circo nasce o riso da máscara do palhaço, cai no conto o feitiço das bruxas e surge das fadas a máscara do encanto. O beijo é a máscara do desejo
Da voz nasce a palavra, o grito e o espanto que se transformam em máscaras do medo. O silêncio é a máscara do segredo.
Olhar e não ver, a cegueira é a máscara da visão, prima e irmã da escuridão. A noite é máscara do dia que insiste em apagar a clareza, no entanto, é vencida pela fantasia que revela e cria. A máscara do destino revela o enredo, máscaras do drama e da comédia fechando as cortinas no final do primeiro ato, máscara do conto, da prosa e da poesia.
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sábado, 12 de fevereiro de 2011
Outros caminhos
Autor: Laércio Lins (Texto e gravura)
Construir com as próprias mãos.
Sentir e chorar, ter saudades,
ter coragem, ser suave e cantar.
Enxergar com os próprios olhos,
pegar o fio de uma história,
ter medo, mas ser firme e caminhar.
Seguir com os próprios passos,
ser paciente e esperar.
Ter a certeza do abraço,
querer no outro a si próprio,
brincar, dançar e namorar.
Caminhar com os próprios pés,
sorrir, ser feliz,
ter vontades, motivos e amar.
Descobrir por si próprio,
Ler, escrever, pesquisar
Novos caminhos e estradas,
viver e sonhar.
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